A BELEZA em si é fundamental! Sendo do CORPO ou da ALMA, vai depender de quem a vê. O ideal é que o conjunto da obra seja o complemento tanto do corpo como da alma, já que a BELEZA DO CORPO é passageira, enquanto que a BELEZA DA ALMA se estende além da matéria. A BELEZA vem de dentro para fora, mesmo que alguns procedimentos sejam esternos, mas é internamente que vem a satisfação da BELEZA, fazendo com que uma dependa da outra.

domingo, 15 de julho de 2012

Make 64


Foto: Perfeito!!

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Referência: T de Maquiagem

Make 63


Foto: O que acham meninas? Sinceramente não sei se curti!


Referência: Universo da Maquiagem

Make Show

Foto: Linda Make 

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Referência: Tudo de Maquiagem

Mais Rosa


Foto: Mais rosa 

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Referência: Arte de se Maquiar

Make 62


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Referência: Mesebeli

Foto


Referência: Sara Lima Formações

Make 61


Foto: Show de sombra 

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Referência: Tudo de Maquiagem

Show de sombras


Foto: Show de sombras

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Referência: Tudo de Maquiagem

Unhas 2


Foto

Make 60


Foto: Bricando com o trio Fantasia da Avon! 
#desabafo: to tentando usar minha camera nova da Nikon mas tá um saco, sai tudo meio azulado. Curso NOW!


Referência: Pausa para Feminices

Make 59



Referência: Ponto Intimo

Saiba o que a ciência aconselha a fazer para incrementar a queima de calorias


Hora de acelerar o metabolismo

Hora de acelerar o metabolismo


por Diogo Sponchiato e Caroline Randmer

Virada de ano é sinônimo de renovar as promessas e cumprir aquelas pendentes. Um compromisso marcante na agenda de muita gente é se livrar das gorduras que estão sobrando e, assim, afinar as medidas. Só que, no momento de botar o plano em prática, vem à cabeça uma porção de obstáculos que emperrariam o sonho do corpo em forma. Nesse momento, a culpa recai quase sempre sobre uma palavrinha mágica, o metabolismo. E aí soltamos ou ouvimos a boa e velha frase: "Tenho dificuldade de emagrecer porque meu metabolismo é lento". A essa corriqueira desculpa a ciência responde: isso não passa de balela!

A queima de calorias não depende exclusivamente da idade biológica ou da maquinaria interna que faz o organismo funcionar. Ele reage, na verdade, aos estímulos gerados por nossos hábitos. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, após acompanhar por quase uma década mais de 500 homens e mulheres acima dos 60 anos. Os especialistas perceberam que o metabolismo permanecia mais ativo entre as pessoas que faziam exercícios físicos rotineiramente. "O gasto energético até desacelera com o avançar da idade, mas o estilo de vida, sobretudo a prática de esportes, minimiza esse declínio", afirma a fisiologista do exercício Ivani Manzzo, professora da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. Isso significa que ajustes no dia a dia — e aqui entram a malhação, o cardápio e até a qualidade do sono — incentivam a gente a tostar calorias e, assim, perder peso ou conservá-lo no patamar ideal.

Mas, afinal, o que se entende por metabolismo? O termo resume uma gama de reações fisiológicas que controlam o saldão ou o estoque de energia para manter o corpo vivo. "O gasto calórico está baseado principalmente no metabolismo basal, que é o consumo de energia em repouso capaz de assegurar nossas funções vitais, e nos efeitos da atividade física e da dieta", explica a nutricionista Regiane Lopes de Sales, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Acontece que algumas atitudes diárias fazem as engrenagens do corpo humano rodarem mais rápido, ou seja, elevam o ritmo com que usamos nossas reservas mesmo horas depois de suarmos a camisa ou terminar a refeição.

Antes de explorarmos um dos principais pilares que sustentam o metabolismo acelerado, devemos esclarecer que o gasto calórico tende a variar um pouco de pessoa para pessoa — é claro que há exceções à regra, que conspiram a favor da obesidade. E ele responde diretamente à atividade dos hormônios. "Os homens costumam ter mais facilidade para manter-se em forma por causa do nível elevado de testosterona, que aumenta o consumo energético", diz Ivani. Já no corpo feminino, a gestação e a menopausa também repercutem nesse enredo e não é à toa que muitas mulheres engordam depois de ter o bebê ou parar de menstruar.

No entanto, é possível prevenir e inclusive remediar, pelo menos em parte, a situação. A chave que aciona as engrenagens, independentemente do sexo e da idade, é a tão receitada atividade física, conduta básica para impedir que o organismo não venha a se tornar uma poupança descomunal de calorias. "Os exercícios deixam as células mais sensíveis à ação de alguns hormônios, o que acaba intensificando o gasto calórico", conta a bioquímica Viviane Abreu, professora da Universidade de São Paulo.

Não é novidade que a malhação enxuga os reservatórios de gordura. Mas há algumas táticas, que, com aval científico, ativam o metabolismo não apenas no período que se passa na academia. Com elas, o dispêndio de calorias se prolonga depois da sessão de exercício. Comecemos com a musculação. "Ela propicia microlesões nos músculos e o reparo delas demanda maior trabalho do corpo", explica o educador físico Marcio Scomparin, da rede Monday Academia, na capital paulista. Fora isso, a musculatura é um tecido guloso por natureza. Assim, se ela for constantemente exigida, a energia é usada e não se acumula na forma de gordura.

A intensidade e o ritmo também instigam a liquidação calórica. Daí a vantagem do treino intervalado, que combina caminhada leve e corrida, por exemplo. Ao alterar a frequência cardíaca, ele faz o corpo entender que precisa continuar mais pilhado. E o efeito permanece até três horas após o esforço. Só não caia na tentação de conservar por meses a fio os mesmos tempos, as mesmas cargas... "Aí o corpo se adapta e aquilo vira rotina. O treino deve sofrer variações depois de um a três meses", diz Scomparin.

O metabolismo, contudo, não gira em função exclusiva da atividade física. Ele também é influenciado pela dieta. "Alguns alimentos exercem um efeito termogênico, isto é, aumentam a temperatura corporal, ocasionando maior desembolso de calorias", diz a nutricionista Elaine de Pádua, de São Paulo. Só devemos levar em conta que esse fenômeno tem um limite e depende da ingestão diária de certos nutrientes. "Ele corresponde a até 10% do consumo energético no organismo", estima Regiane Lopes de Sales.

E quem está por trás do efeito termogênico? A proteína tem larga vantagem sobre outros macronutrientes — carboidratos e gorduras. É por isso que cardápios altamente proteicos facilitam a perda de peso. "No entanto, esse tipo de dieta não é fácil de ser seguida e muita gente se vale dela de forma equivocada. Isso porque boa parte das fontes de proteína, como carnes, são também carregadas de gordura", ressalva Regiane. A saída, nesse caso, é incrementar as doses do nutriente, mas procurar cortes magros e variar as opções à mesa — peixes e legumes também contribuem com essa cota.

Recentemente, averiguou-se que tipos específicos de lipídio teriam capacidade de fazer a temperatura corporal subir e, assim, torrar mais calorias. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro aposta suas fichas nas substâncias encontradas no óleo de coco virgem. Regado sobre a refeição, ele induziria mais termogênese e saciedade. Só vale lembrar que, se o assunto é perder peso, o óleo deve fazer parte de um menu balanceado, sem direito a exageros.

Há, na realidade, uma fornada de substâncias sob investigação com potencial para esquentar o organismo e fazê-lo derreter seus estoques gordurosos. Já demonstraram sua eficácia a capsaicina, da pimenta e do gengibre, e a catequina, do chá verde. E sabe aquela história de que água gelada emagrece? Pois uma investigação do Sheba Medical Center, em Israel, comprovou que ela tem mesmo essa vocação. "A hidratação dos músculos faz com que eles dispensem mais energia", acredita o autor, Gal Dubnov-Raz. Com o líquido frio, o corpo sofre uma espécie de estresse e gasta calorias para entrar em equilíbrio de novo.

Embora os exercícios somados ao cardápio representem a principal forma de mexer com o metabolismo, ainda há outros fatores que interferem nele de forma mais indireta. Como toda ajuda é bem-vinda na hora de expulsar a gordura excedente, vale a pena analisá-los e, o principal, adotar algumas estratégias que, segundo novas pesquisas, dão aquele empurrão no extermínio calórico. Uma delas é a quantidade e a qualidade do sono. Sabe aquela conversa de que dormir ajuda a emagrecer? Ela tem fundamento se considerarmos a influência das horas sobre a cama no balanço energético. "A privação de sono tem um efeito até mesmo imediato, deixando o metabolismo mais lento logo no dia seguinte", diz o neurologista Walter Moraes, da Universidade Federal de São Paulo.

O que acontece de bom quando a gente está deitado e sonhando? "É no sono que o corpo libera o hormônio do crescimento, fundamental para conservar a massa muscular nos adultos", explica Moraes. Além disso, sob repouso, o organismo regula a produção de leptina, hormônio envolvido com a saciedade. Quem foge do travesseiro fica mais mole, com uma musculatura menos sedenta de energia e, na contramão, persiste com a fome de leão.

Muitas vezes, não é que a gente queira deixar de dormir, mas algo dificulta a tarefa de pregar os olhos. Como você deve saber, o principal patrocinador de noites em claro é o estresse. Minimizá-lo, por meio de atividades prazerosas e esportes, melhora não só o descanso como ainda tira da frente outro sabotador do metabolismo. A tensão faz o corpo, num primeiro momento, aniquilar calorias. Quando se torna crônica, porém, o tiro sai pela culatra. "Essa condição aumenta o apetite e favorece o acúmulo de gordura", avisa a endocrinologista Cintia Cercato, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Até banhos de sol incentivam o organismo a dar adeus aos pneus. O benefício, nesse caso, não vem do calorão que baixa sobre a pele, mas, sim, da vitamina D. Um trabalho da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, aponta que o nutriente obtido via exposição solar ajuda a regular o metabolismo e a murchar a barriga. Agora não tem desculpa: chegou o verão, é hora de emagrecer de vez.

Quem rege o metabolismo
O balanço energético que garante a nossa sobrevivência depende de um conjunto de reações químicas protagonizadas especialmente por hormônios. O regente da orquestra é o hipotálamo, área do cérebro que controla a fome, a saciedade e a temperatura interna. Também participam dessa história os músculos, o fígado, os rins e o tecido adiposo, que guardam ou proveem energia em situações de estresse e emergência.

Treinos que torram calorias
As práticas e os macetes que dão um gás ao metabolismo

Musculação
Levantar peso ajuda a expandir a massa magra em detrimento da gorda e os músculos exigem mais energia para serem mantidos na ativa. Além disso, o reparo das fibras musculares por si só eleva o gasto calórico. Só não se esqueça de que o número de séries e as cargas devem mudar de tempos em tempos para o corpo não se acostumar.

Treino intervalado
Ele pode ser aplicado às modalidades aeróbicas ou à musculação. No primeiro grupo, trata-se de alternar, por exemplo, caminhada e corrida intensa. No segundo, pode-se misturar exercícios para os braços ou pernas com corridas ou pedaladas. Como o corpo não descansa totalmente, o gasto energético dispara — e isso persiste algumas horas após o treino. "Esse programa esgota mais rapidamente os estoques de glicose e obriga o organismo a queimar gordura", explica a educadora física Ana Dâmaso, da Universidade Federal de São Paulo.

Exercícios vigorosos
Uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revela que combinações de exercícios que trabalham ao máximo o aproveitamento de oxigênio fazem a queima de energia perdurar até 14 horas depois do suadouro. Os treinos propostos por boxe e artes marciais podem proporcionar efeito parecido devido à sua intensidade.

Anabolismo e catabolismo
Esses dois palavrões têm tudo a ver com o equilíbrio energético. Enquanto o primeiro se refere à faculdade de armazenar fontes de energia, o segundo se reporta à quebra de moléculas que são usadas pelo corpo como combustível em períodos de necessidade. A dupla trabalha em sincronia e o resultado é o que conhecemos por metabolismo. Quando o processo catabólico se acentua, por mudanças de hábito, a gente perde peso.


Trocas à mesa pró-metabolismo

No que maneirar e no que investir para elevar a queima de calorias

MENOS DESSES...

Gorduras saturadas e trans
Fornecidas pelas carnes e por produtos industrializados, elas fazem com que o tecido adiposo fique mais volumoso quando ingeridas em excesso.

Açúcar
Ele é rapidamente absorvido na circulação e, assim, convertido ligeiro em energia. Quando se abusa, porém, desequilibra, com o tempo, a produção de insulina e o excedente de glicose se deposita na forma de gordura.

Massa refinadas
O raciocínio é semelhante ao do açúcar. Quem exagera nas massas brancas corre mais risco de engordar e ganhar barriga. Prefira as integrais, enriquecidas com fibras, que regulam os picos de glicose no sangue e prolongam a saciedade, além de demandarem mais energia para serem digeridas.

...E MAIS DESSES

Proteína
Ela cobra mais trabalho do corpo para ser quebrada no sistema digestivo e eleva a temperatura interna. Priorize cortes magros e sirva-se de peixes e legumes.

Gengibre e pimenta
Eles abrigam capsaicina, substância que faz a temperatura corporal decolar. Só não adianta comer uma vez por semana. O consumo dever ser diário.

Chás verde e branco
Eles têm catequinas, que elevam o gasto energético e maximizam a eliminação dos pneus.

Leite e derivados
O cálcio ofertado por eles reduz a absorção de ácidos graxos e aumenta a capacidade do corpo de esvaziar os depósitos adiposos.

Óleo de coco virgem
Alvo de pesquisa recente, ele tem substâncias que disparam a temperatura do organismo e controlam o apetite desenfreado.

Fat burners funcionam?
Os suplementos que prometem eliminar as gordurinhas viraram febre nas academias. Mas um levantamento da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, pontua que ainda faltam evidências sobre sua eficácia. "Muitos deles possuem hormônios que até aceleram o metabolismo, mas podem ter efeitos colaterais", diz o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.


Doenças que pisam no freio metabólico

Algumas desordens boicotam o balanço energético e dificultam o emagrecimento. Fique de olho

Hipotireoidismo
O déficit na produção dos hormônios da tireoide faz todo o corpo trabalhar em ritmo preguiçoso. O metabolismo desacelera e, aí, o indivíduo tende a engordar. Felizmente, a reposição hormonal reverte o problema.

Constipação intestinal
Esse distúrbio, mais comum em mulheres e idosos, pode ser indício de um gasto calórico abaixo da média e ainda piora o quadro porque estorva a absorção de nutrientes, entre eles os termogênicos.

Déficit de testosterona
A queda nas taxas do hormônio masculino corta um estímulo natural aos músculos, que são grandes consumidores de energia, e favorece o acúmulo de calorias na forma de gordura.

Males hepáticos
Quando o fígado sofre por causa do excesso de gordura ou da cirrose, ele perde parte da capacidade de produzir moléculas que aceleram as reações químicas do organismo e de disponibilizar glicose quando necessário.

A antigordura
É o tecido adiposo marrom, que vem sendo cada dia mais estudado como promessa no combate à obesidade. Diferentemente da gordura branca, que armazena energia, esse outro tipo utiliza calorias para manter a temperatura do corpo num estágio adequado. Como suas reservas são pequenas comparadas ao tecido branco, avaliam-se formas de intervir e aumentar sua concentração.

Referência: Disponível em: http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/acelerar-metabolismo.shtml Acesso em: 15/07/2012.

Distúrbios da pigmentação da pele






Matéria de Maria Vianna publicada na Revista Les Nouvelles Esthétiques, Edição nº 104, pág. 60, de Agosto/2008.




Tanto as manchas de pele, como o melasma, que surge na gravidez, como a falta de pigmentação, caso do vitiligo, causam muito desconforto. Substâncias clareadoras e outras terapias permitem atenuar bastante o aspecto das lesões e até eliminá-las. Em todos os casos, proteger-se do sol é muito importante.A cor da nossa pele, cabelo, pêlos e olhos é geneticamente programada. Os principais responsáveis pela pigmentação são os melanócitos, células localizadas na epiderme, no bulbo folicular e na parede folicular do cabelo, que sintetizam um pigmento chamado melanina, produzida dentro de organelas especializadas denominadas melanossomas. Em alguns casos, podem ocorrer alterações da coloração e da pigmentação da pele, que se traduzem por um aumento ou uma diminuição de sua cor natural.

Tipos de pigmentos

Os malanossomas sintetizam dois tipos de pigmento:

1. Eumelanina (melanina de cor marrom ou negra), que absorve totalmente a luz, deixando a pele naturalmente mais protegida dos raios solares.
2. Faeomelanina (melanina de cor vermelha ou alaranjada, presente em maior quantidade nas mulheres). Quanto mais clara for a pele, maior a quantidade de faeomelanina e a sensibilidade ao sol, e vice-versa.

O papel da melanina

A pigmentação melânica é geneticamente programada. Nas peles negras, os melanossomas são maiores e se repartem entre todas as camadas da epiderme; nas brancas, eles diminuem gradativamente, até a camada córnea. A exposição ao sol estimula os melanócitos, que produzem melanina, deixando a pele bronzeada. O pigmento absorve mais de 90% dos raios UV que passam pela camada córnea. O bronzeamento é um mecanismo de proteção natural.

Psoríase

As manchas, caracterizadas pelo aspecto eritemato-escamoso, com limites bem precisos, podem ter poucos milímetros (Psoríase gutata) ou formar grandes placas. Geralmente, há simetria, mas podem ocorrer lesões únicas isoladas. As unhas também podem ser afetadas. Como no vitiligo, podem ocorrer novas lesões onde existir um ferimento.A causa da psoríase é genética, mas traumas, infecções, alterações metabólicas e endócrinas e fatores psicogênicos podem servir de gatilho ou agravante. “Há trabalhos, ainda não totalmente aceitos pela comunidade científica, mostrando que algumas psoríases podem ser desencadeadas por alergia alimentar ao glúten (proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e malte)”, diz a dermatologista Adriana Aquino.“O tratamento pode ser feito com imunomoduladores, derivados do alcatrão, antralina, emolientes e derivados da vitamina D. Quando há numerosas lesões podem ser usados citostáticos, mas essas substâncias têm efeitos colaterais e contra-indicações que limitam o seu uso”, diz a médica.A Dra. Adriana diz que medicamentos à base de acitetrina são indicados para as formas graves. Outra possibilidade é o tratamento fototerápico, com aplicações de coaltar e UVB ou antralina e UVB (ativos usados em sessões de fototerapia). O PUVA (320 a 400nm) e a narrow-band (311 a 312nm) também podem ser indicados, assim como tratamentos combinados. No caso do PUVA, o paciente deve ingerir uma substância fotossensibilizante, o psoraleno, duas horas antes da exposição à luz. O Excimer laser, tipo especial de narrow-band, é outra opção terapêutica. Ele trata as lesões, sem danificar as regiões saudáveis. “Para certos casos, existem medicamentos biológicos novos que podem ser indicados”, completa a médica.
Hiperpigmentações “A hiperpigmentação é a manifestação do aumento de pigmento na pele, que pode localizar-se desde a epiderme até a derme”, diz a dermatologista Graça Tavares.O pigmento pode ser de dois tipos, como explica a especialista: exógeno, de origem externa (tatuagens, por exemplo); endógeno, causado pela hemossiderina, pigmento formado por restos de células do sangue (hemácias), com alta concentração de ferro. A hiperpigmentação, de tipo ocre, ocorre, por exemplo, nos casos em que há um extravasamento de sangue; causado pela melanina, quando sua produção é desordenada, e/ou quando há um aumento no número ou atividade dos melanócitos, causando manchas, hipercromias.A hipercromia se caracteriza por manchas de cor castanha e limites irregulares. Entre as causas, estão a exposição solar e o uso de alguns medicamentos, queimaduras por substâncias fotossensibilizantes e processos inflamatórios. “Outras causas, menos freqüentes, são alterações hormonais, diabetes, doenças hepáticas e renais e deficiências de vitaminas”, diz a médica.Segundo a dermatologista Paula Ramalho, o tratamento da hiperpigmentação consiste em reduzir a formação de melanina. “Sempre que o organismo entrar em contato com o agente causador, no entanto, desencadeará nova produção de pigmentos e o reaparecimento da mancha. Isso é especialmente comum em pacientes que apresentam melasma”, explica a Dra. Paula.Para as manchas amarronzadas, os melasmas e as hiperpigmentações causadas por inflamações cutâneas, a médica recomenda o uso de exfoliantes e clareadores, como hidroquinona e arbutin. “Nos casos de manchas persistentes, pode-se recorrer à luz intensa pulsada, que aquece a região, estimulando a produção de um novo colágeno. São necessárias, no mínimo, cinco sessões”, indica.Além da hidroquinona, em concentrações de 3 a 5%, o dermatologista Marcelo Bellini indica ácido kójico, ácido fítico, sin whitenning complex, algowhite e melawhite. “Para um resultado sinérgico, utilizo fórmulas combinadas, com ácido retinóico, hidroquinona e 2 ou 3 desses princípios ativos. Os resultados surgem após 2 ou 3 meses de uso contínuo, mas é necessário fazer manutenção”, diz o dermatologista.

Pitríase versicolor

Causada pelo fungo Malazessia furfur que pode aparecer, em alguns casos, sob a forma de machas despigmentadas, visíveis após exposição solar. É contagiosa e deve ser tratada com antifúngicos. A aplicação diária de filtro solar e hidratação ajudam a manter a pele menos sensível durante o tratamento e evitam que o sol piore o aspecto das manchas.

Albinismo
Caracteriza-se pela ausência parcial ou total de pigmento. Uma falha genética impossibilita que os pigmentos naturais da pele sejam produzidos pelas células.Os albinos nascem com a pele muito pálida, cabelos brancos e olhos de cor rosa e têm fotossensibilidade extrema, devendo proteger a pele e os olhos do sol.O gene do albinismo é pouco comum. As chances de uma criança nascer com o problema quando um de seus pais tem o gene é de 25%. É possível tê-lo e não manifestar a anomalia.“No albinismo de caráter hereditário, a acromia da pele, cabelos e olhos é total. No albinoidismo, variante incompleta do albinismo, há discreta formação de pigmento, quer na pele, quer nos olhos”, explica a dermatologista Adriana Aquino.

Efélides

Também chamadas sardas, lembram pequenas machas acastanhadas ou rosadas, de alguns milímetros de diâmetro. De origem hereditária, aparecem na infância, no rosto, nariz e ombros, sobretudo em louros e ruivos. Podem ser clareadas com aparelhos de luz intensa pulsada ou cremes com substâncias clareadoras, como a hidroquinona, mas o ideal é evitar as sardas com o uso de filtro solar.

Vitiligo

A doença se caracteriza pelo aparecimento de zonas de pele despigmentadas, resultantes do desaparecimento dos melanócitos. O vitiligo atinge todos os tipos de pele e todas as idades. As lesões podem permanecer estáveis ou aparecer de forma repentina. As pessoas que sofrem de vitiligo são muitos sensíveis aos raios solares, uma vez que as zonas despigmentadas não estão protegidas pelos melanócitos. “As manchas são acrômicas, em geral bilaterais e simétricas. Entretanto, existe a variante segmentar e aquele que se localiza em torno de nevus (sinais). O crescimento da mancha é centrífugo, como se houvesse uma fuga do pigmento para a periferia. Há localizações preferenciais como face, punhos, dorso dos dedos, genitália, dobras naturais da pele e eminências ósseas. Pode ocorrer surgimento de novas lesões, nos locais de ferimento cutâneo”, explica a Dra. Adriana Aquino.Os tratamentos variam conforme a extensão e o número de lesões. “Podem ser usados imunomoduladores ou, quando há poucas lesões, corticóides. Em casos agudos e extensos, indico o corticóide oral. Quando as manchas atingem grandes áreas, recomendam-se psoralênicos, que potencializam a ação do ultravioleta na pele, ou ainda a puvaterapia (psoralênico com exposição ao UVA)”, diz a dermatologista.A Dra. Adriana lembra que é importante usar filtro solar, já que os psoralênicos são fotossensibilizantes. “O acompanhamento médico é fundamental para que não ocorram efeitos colaterais e para investigar a presença de outras doenças autoimunes associadas, sobretudo da tireóide”, explica. 

Referência: Disponível em: http://vivianfisiodermato.blogspot.com.br/2009/07/disturbios-da-pigmentacao-da-pele.html Acesso em: 15/07/2012.

Peeling com Ácido Mandélico





Autora: Dra. Vivian Veroneze

Indicações:

*Hiperpigmentações
*Fotoenvelhecimento
*Preparação para peeling com Laser
*Acne

Propriedades do ácido:

O ácido mandélico é um AHA com uma cadeia carbônica grande, devido a isto ele torna-se menos irritativo do que outros ácidos utilizados para a mesma função ( retinóico ou glicólico), a sua penetração é lenta e age gradualmente na pele.

É um alvo das pesquisas por apresentar dupla ação: alem de exercer a função de um AHA, ele também age como antibiótico. Ajuda a combater os agentes inflamatórios e infecciosos responsáveis pela instalação do processo acnéico na pele.
Sua penetração é superficial e um pouco irregular, é um ácido tempo-dependente, que tem que ser retirado e neutralizado.

Em relação aos outros ácidos, o ácido mandélico não reage com o sol, então é um ácido mais indicado para o tratamento no verão.

Resultados Comprovados

De acordo com estudos realizados em seres humanos, o peeling de ácido mandélico resultou em diminuição de linhas de expressão, melhora da textura da pele, melhora rapidamente da hiperpigmentação anormal incluindo melasmas e hiperpigmentações pós inflamatórias (ele provoca esfoliação na pele permitindo que as células mortas acumuladas se desprendam e haja a renovação celular. Esta atividade auxilia na diminuição das hipercromias retidas na epiderme, bem como, na remoção da capa córnea envelhecida).

Em peles acnéicas, notou-se a melhora de pústulas inflamatórias e diminuição de comedões.
No quadro de foliculite, o ácido mandélico mostrou–se eficiente contra bactérias gran negativas.
As pacientes aceitaram melhor o peeling, pelo ácido ser menos irritativo, o quadro de eritema é mínimo e os efeitos adversos na epiderme são reduzidos.


Tratamento:

O tempo de tratamento varia de paciente para paciente. É necessária uma avaliação da pele, para analisar o tipo de mancha e fator causador, fototipo, grau da acne, entre outros aspectos, para determinar o protocolo de tratamento.
Geralmente são realizadas de 5 a 10 sessões de peeling a cada 15 dias.

Cuidados especiais:

A paciente deverá tomar cuidados dobrados com pele durante o tratamento. A utilização de um fotoprotetor adequado para o tipo de pele, evitar exposições solares entre 11:00 h e 16:00 h, controlar a hidratação e utilizar corretamente os cosméticos do tratamento home care são fundamentais para bons resultados.

Referências:
www.mapric.com.br
www.belcol.com.br
www.jornal.valeparaibano.com.br
www.viafarmanet.com.br
www.biomodulacaocorporal.com.br
 

Referência: Disponível em:http://vivianfisiodermato.blogspot.com.br/2009/07/peeling-com-acido-mandelico.html Acesso em: 2012.

EFEITO DO ULTRASSOM TERAPÊUTICO NA CICATRIZAÇÃO DE PÓS OPERATÓRIO: uma revisão


Aparecida Maria Ribeiro¹ - Acadêmica do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Leila Raquel Alves² - Acadêmica do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Deise Cristina Büst³ - Orientadora – Professora do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI - Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Marli Machado4 – Co-orientadora – Bibliotecária; Mestranda em Ciência da Informação da UFSC; e Professora da UNIVALI – Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Contatos:
¹cida_estetica@yahoo.com.br
²leilar98@hotmail.com
3deisebust@hotmail.com
4marlimachado@univali.br


RESUMO: A preocupação com a aparência estética induz as pessoas a buscarem tratamentos que não alterem drasticamente sua imagem, corrigindo imperfeições, mantendo uma aparência mais jovem por mais tempo. O uso de equipamentos, como o ultrassom terapêutico contribui na melhora da qualidade e na velocidade do reparo cicatricial, no pós operatório, evitando complicações e obtendo resultados estéticos mais satisfatórios. Isto quando utilizado durante os quinze primeiros dias após o trauma. Este estudo tem como objetivo analisar através da revisão bibliográfica, os mecanismos e efeitos do ultrassom terapêutico de 3 MHZ, pesquisando dentre artigos, livros e sites o pensamento de diversos autores e a sua contribuição no processo cicatricial, verificando a angiogênese, os mediadores da inflamação, a migração de leucócitos, a síntese de colágeno, analisando sua influência na formação do processo cicatricial, tanto em sua velocidade quanto em sua qualidade, promovendo diminuição da ferida e logo o seu fechamento. Experimentos demonstram que o ultrassom no modo pulsado, é mais eficaz e indicado para a promoção dos efeitos terapêuticos do que no modo contínuo, onde doses elevadas podem ser lesivas aos tecidos. Em relação as suas propriedades terapêuticas, análises mostram aumento da neovascularização da área estimulada, bem como um aumento da síntese protéica, da tensão elástica do colágeno e diminuição do exsudato inflamatório, acelerando o processo cicatricial. As aplicações devem ser de baixas intensidades, até 1,0 W/cm², numa frequência de 3 MHZ, onde foram constatadas uma maior eficiência sobre os tecidos cutâneos lesionados, favorecendo dessa forma a velocidade e a qualidade da cicatrização.


Palavras-chave: Ultrassom. Cicatrização. Pós operatório.


1 INTRODUÇÃO


Nos últimos anos, a busca pelo “corpo perfeito” tem crescido amplamente e acompanhado desta, vem à procura pela cirurgia plástica, o que acarreta uma larga divulgação e importante aprimoramento de suas técnicas. Porém, sua eficiência não depende somente do seu planejamento, por isso a preocupação com cuidados pré e pós operatório tem se mostrado muito importante na prevenção de complicações e promoção de um resultado estético mais satisfatório (MEYER, 2003).
Reconhecendo a importância de que se complicassem e repercutissem em danos para o paciente, as tentativas de intervir no processo de cicatrização existem desde a antiguidade e até hoje muito se investe em pesquisa e desenvolvimento de recursos e tecnologias com o objetivo de favorecer esses processos e fenômenos envolvidos nas fases da reparação tissular. Embora haja controvérsia entre os diversos grupos de estudos, de uma forma geral todos buscam reunir as melhores evidências sobre as inúmeras tecnologias, materiais, recursos e procedimentos (MANDELBAUM, 2003).
Dentre estas opções terapêuticas destaca-se o ultrassom, que é uma modalidade de penetração profunda, capaz de produzir alterações nos tecidos, por mecanismos térmicos e não térmicos (STARKEY, 2001), atuando nas diferentes etapas do processo cicatricial.
De acordo com Dyson (1987), o estímulo ultra-sônico é mais eficiente quando utilizado durante os 15 primeiros dias após o trauma, isto é, durante a fase inflamatória e começo da fase produtiva da cicatrização. O foco desta pesquisa pretende relacionar as propriedades terapêuticas do ultrassom no processo cicatricial.
Para Carneiro, Ramos-e-Silva (2004), o reparo tecidual é um processo dinâmico que envolve mediadores solúveis, elementos sanguíneos e matriz extracelular, consistindo em substituir o tecido lesado por um novo tecido conjuntivo. Este se caracteriza por abranger uma série de eventos que iniciam com a migração de algumas células para o local lesionado, a fim de remover o processo inflamatório (fase inflamatória). Seguido, então, da proliferação dos fibroblastos, síntese de colágeno, neogênese e produção de uma matriz temporária (fase produtiva), que vai ceder espaço a um tecido rico em colágeno, o qual sofre remodelação (fase reparativa) e dá origem à cicatriz. Quando há alteração em alguma destas etapas, a cicatriz pode apresentar problemas, tanto estéticos quanto funcionais (GARNIER-LYONNET et al, 1993).
Em decorrência da alta procura por cirurgias plásticas e, consequentemente, preocupação em se obter um pós operatório com cicatrização de boa qualidade, o tecnólogo em cosmetologia e estética, vem constantemente buscando através da utilização de recursos passíveis, como o ultrassom terapêutico, proporcionarem formas de acelerar e/ou melhorar as etapas do processo de reparação tecidual (MANDELBAUM, 2003).
Por isso, diante do exposto e considerando a dificuldade de evidências de estudos disponíveis, além das controvérsias encontradas na literatura em relação aos efeitos do ultrassom de 3 MHZ no processo cicatricial, justifica-se a realização desta pesquisa, visto a importância da contribuição para o desenvolvimento científico na área supracitada.
Frente ao contexto este trabalho tem como objetivo levantar na literatura a avaliação do efeito do ultrassom terapêutico de 3MHZ durante as etapas do processo de reparo tecidual. Para tanto foi necessário consultar bibliografias sobre a contribuição do ultrassom terapêutico no processo de angiogênese, mediadores da inflamação, migração de leucócitos, síntese de colágeno para a formação do processo cicatricial, que possibilitem avaliar a influência do ultrassom terapêutico na qualidade reparo tecidual e analisar a influência do ultrassom terapêutico na velocidade do fechamento e diminuição da ferida.
O uso do ultrassom terapêutico é comum na prática clínica dos profissionais da área de cosmetologia e estética, porém, é um recurso pouco conhecido em relação a sua atuação no processo cicatricial. Visto que os profissionais dessa área não dominam as possibilidades de dosimetria nas diferentes etapas da cicatrização e por isso esta pesquisa, pretende relacionar as propriedades terapêuticas do ultrassom com o processo cicatricial

2 METODOLOGIA


Este trabalho fez uso da pesquisa bibliográfica, realizada através de consultas a diversas fontes, como por exemplo, artigos científicos, livros, sites, entre outros, onde foi possível a recuperação de artigos sobre a influência do ultrassom terapêutico no pós operatório, cicatrização, fisiologia, estrutura e cicatriz inestéticas.
Gil (2002) descreve que pesquisas bibliográficas são feitas com base em material impresso, já elaborado por outros autores, constituído por livros e artigos científicos, bem como boa parte dos estudos exploratórios também podem ser definidos como pesquisas bibliográficas, tendo como principal vantagem, permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que poderíamos pesquisar diretamente.
É caracterizada de acordo com a forma de abordagem do problema como descritiva e exploratória, com o objetivo de proporcionar maior familiaridade com o problema ou assunto, com vistas a torná-lo mais explicito ou constituir hipóteses. Tem como objetivo principal o aprimoramento de idéias. É bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado e na maioria dos casos assume a forma de pesquisa bibliográfica (SELLTIZ, et al., 1967, p. 63).
Neste estudo em questão, foram lidos vários artigos, explorando diversos conceitos, conhecendo o pensamento de diferentes autores sobre o tema citado e descrito no trabalho, também foram consultadas as Normas da ABNT, NBR 6023 e NBR 14724, que tratam de elaboração de referências e apresentação de trabalhos acadêmicos, para que o trabalho pudesse ser formatado dentro dos padrões exigidos.


3 CICATRIZAÇÃO


A cicatrização ocorre para restaurar a integridade anatômica e funcional do tecido. Muitos eventos bioquímicos e celulares, dos quais depende a qualidade da cicatriz formada, estão envolvidos neste processo, que resulta da resposta tecidual à lesão (CLARK, 1993).
Para Polacow (2005), o processo da cicatrização de uma ferida é complexo e apresenta-se em três fases, num processo contínuo e progressivo. Iniciando com a fase inflamatória, passando pela fase proliferativa e finalizando o processo cicatricial com a fase de remodelação.
Já para Balbino (2005, p.27) “o processo de regeneração de tecido ou de cicatrização também se dá em três fases: inflamação, formação de tecido de granulação, deposição de matriz extracelular e remodelação”.
De acordo com Janis e Attinger (2006), a fase inflamatória se inicia com a formação do coágulo, constituído de colágeno, plaquetas, trombina e fibronectina. Logo em seguida é liberado pela membrana da célula, tromboxano-A2 e prostaglandina 2-α que são potentes vasoconstritores, que no instante evita uma hemorragia local.
Ainda na primeira fase, Ribeiro e Santos (1997), completam que além de ocorrer uma vasoconstrição rápida, segue a liberação de substâncias vasoativas (histaminas, serotoninas, cininas) que promovem um aumento da permeabilidade vascular. Neste fluido o principal componente é o plasma que coagula e protege o local da ferida, dando início ao processo de reparação com migração celular. Após a liberação destas substâncias que atacam em diversas fases da proliferação celular, denominados fatores de crescimento que ocorrem em torno do sexto dia, dá-se então a fase de latência (WENCZAK; LYNCH; NANNEY, 1992).
Para Carneiro e Ramos-e-Silva (2004), a inflamação traz nutrientes para a região, elimina microorganismos estimulando assim a reparação da ferida, para a próxima fase que é a fibroplasia ou tecido de granulação.
Guirro e Guirro (2004), também destacam que a segunda fase da cicatrização pode ser chamada de Fibroplasia ou Biossíntese do Colágeno, onde se desenvolve o tecido de granulação, sendo constituídos de macrófagos, fibroblastos, novos vasos banhados em uma nova matriz extracelular de colágeno, fibronectina e ácido hialurônico.
Observou-se que os autores Carneiro e Ramos-e-Silva (2004) e Guirro e Guirro (2004), ao referirem-se a segunda fase da cicatrização, usaram terminologias diferentes, porém com significados similares.
A cicatrização é um produto de uma série de eventos envolvendo a fase inflamatória, proliferativa e de remodelamento. A fase proliferativa da ferida consiste no crescimento fibroblástico, síntese de colágeno e a resposta a fatores quimiotáticos liberados durante a resposta da fase inflamatória (DOAN, N. et al., 1999).
“A fase de remodelamento é um estágio que pode durar meses ou até anos, desde que o novo tecido esteja com estrutura mais próxima do tecido original” (LEHMANN e de LATEUR, 1982, apud LOW E REED, 2001, p.203).
Guirro e Guirro (1996), da mesma forma, explica que a remodelação é um processo que pode levar meses e que o arranjo e o tipo de colágeno são mudados. O colágeno do tipo III é substituído pelo colágeno do tipo I, em resposta ao estresse mecânico a que o tecido está submetido.
Desta forma, analisando o processo cicatricial, fica evidenciado que as três fases funcionam interligadas, uma dependendo da outra. Com isso, o tempo em que cada fase da cicatrização realiza o seu processo, influencia diretamente na qualidade final do tecido cicatricial, podendo este apresentar problemas, tanto estéticos como funcionais, caso haja alterações e demora em alguma dessas fases.
Em decorrência disso, estudos são feitos em busca de soluções através de recursos passíveis como o ultrassom terapêutico, a fim de acelerar ou de melhorar as etapas da cicatrização para um resultado estético mais satisfatório.

3.1 Ultrassom no Processo da Cicatrização


O reparo tecidual poderá ser estimulado por agentes físicos entre eles o ultrassom, cujos benefícios são muitos, mas que se destaca o aumento da angiogênese, do tecido de granulação, do número de fibroblastos e da síntese de colágeno, bem como a diminuição de leucócitos e macrófagos, dentre outros (YOUNG e DYSON, 1990).
Em úlceras crônicas tem-se demonstrado o aumento da velocidade de cicatrização, bem como à qualidade do tecido cicatricial, diminuição do numero de células inflamatórias e melhora da qualidade do tecido neoformado (JOHANSEN; GAM; KARLSMARK, 1998).
Ferreira e Mendonça (2007, p. 1), ao realizarem uma revisão bibliográfica, concluíram que “a irradiação ultrassônica estimula a cicatrização cutânea, podendo acelerar a reparação tecidual nas suas diferentes fases, sendo possível melhorarem tanto a velocidade da cicatrização, quanto a qualidade do tecido cicatricial”.
Na fase inflamatória do reparo tecidual, o ultrassom pode alterar a permeabilidade da membrana a diversos íons, tendo a capacidade de transportar cálcio através desta, este funciona como segundo mensageiro, promovendo a liberação de histamina dos mastócitos e fatores liberados dos macrófagos, o que para Young e Dyson (1990) é muito importante.
Guirro e Guirro; Ferreira (1995), após resultados de análises histopatológicos de um estudo dos efeitos do Ultrassom no processo cicatricial experimental em ratos, observaram diminuição do exsudato inflamatório, ou seja; secreção inflamatória, de polimorfonucleares passando a mononucleares e proliferação de fibroblastos jovens, acelerando a fase inicial do processo cicatricial, evidenciando a diminuição do tempo de cicatrização. Desse modo, o ultrassom tem o potencial de acelerar a resolução normal da inflamação, desde que o estímulo inflamatório seja removido (DYSON, 1987).
Estudos bibliográficos de Ferreira e Mendonça (2007) mostram que, o ultrassom em baixas intensidades (0,5 W/cm²), minimiza riscos de lesões teciduais, mas que podem não ocorrer em altas intensidades (acima de 1,0 W/cm²). E que o uso do ultrassom pulsátil com intensidade de 0,5 W/cm² e até intensidades inferiores, acelera a cicatrização de tecidos como a pele, com maior ênfase nas primeiras fases do processo cicatricial (DYSON, et al,1968).
O efeito do ultrassom no estágio proliferativo ou de granulação, [...] “pode promover a síntese de colágeno” (HARVEY et al, 1975, p.203) além disso, apresenta maior força tênsil após o tratamento com ultrassom. Ainda na fase de granulação, Amâncio (2003, p. 370) acrescenta que “o ultrassom aumenta a proliferação celular da camada germinativa da epiderme”.
Na fase de remodelamento, Lehmann e de Lateur, 1982, apud.,Low e Reed (2001, p. 203),

Consideram que o ultrassom melhora a extensibilidade do colágeno maduro [...], a partir da promoção da reorientação das fibras (remodelamento), obtendo assim uma maior elasticidade, mas sem perder a força. Essas alterações benéficas parecem ocorrer de forma mais evidente quando o tratamento é iniciado no estágio inflamatório.

Dentre os efeitos do ultrassom, pode-se destacar a neovascularização com consequente aumento da circulação, rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas, e melhora das propriedades mecânicas do tecido (GUIRRO e GUIRRO, 2004).
Para Dyson (1987), o tratamento com o ultrassom pode induzir alterações fisiológicas como o aumento da taxa de reparo tecidual depois de uma lesão e reduzir a dor.
Importante citar que esses achados são similares aos de Maxwell (1992), que concluiu que o ultrassom causa aumento do fluxo sanguíneo para a ferida, a liberação de mediadores da inflamação, a migração de leucócitos, a angiogênese, a síntese de colágeno e a formação do tecido cicatricial. Em uma revisão de artigos, Johannsen; Gam e Karlsmark (1998) encontraram melhores resultados quando aplicado o ultrassom terapêutico em baixa intensidade, sobre as bordas das feridas.
Barbieri (2006, p.152), após estudos, concluiu que “o ultrassom pulsado de baixa intensidade não apresenta efeitos deletérios e estimula moderadamente a cicatrização por segunda intenção em condições experimentais, com potencial para aplicação clínica em humanos”.
Cicatrização por segunda intenção é quando a ferida é muito grande, as bordas da ferida não são aproximadas, então haverá mais organização, mais deposição de colágeno, mais formação de cicatriz. Já a de primeira intenção, o corte é pequeno e não há perda de tecido, menos formação de tecido conjuntivo, onde as bordas das feridas podem ser aproximadas, por exemplo, por suturas.
A partir de estudos experimentais sobre os efeitos da estimulação ultra-sônica pulsada de baixa intensidade no processo cicatricial em animais, Guirro e Guirro (1995), revelam que a utilização do ultrassom de baixa intensidade, tem se mostrado eficiente na abreviação da fase inflamatória do processo cicatricial, levando assim, a um aumento na força tênsil do tecido, bem como acelera a reparação de queimaduras cutâneas experimentais e a cicatrização de ulceras varicosas crônicas (HILÁRIO, 1993).
Dyson; Franks e Suckling (1976) confirmam esta informação quando dizem que, utilizando o ultrassom no modo pulsado, a 3 MHZ de freqüência, com intensidade de até 1,0 W/cm², por cinco a dez minutos, três vezes por semana, cicatriza ulceras varicosas crônicas e diminui a área lesada e a dor.
São evidenciados ainda os efeitos biológicos do ultrassom pulsado em relação à cavitação e à micromassagem, dentre elas, granulação de células de sustentação, alterações na função da membrana celular, aumento nos níveis intracelulares de cálcio, estimulação da atividade fibroblástica onde resulta em aumento da síntese protéica, da neoangiogênese e da tensão elástica do colágeno (YOUNG e DYSON, 1990; JOHANSEN; GAM; KARLSMARK, 1998).
Resultados de pesquisas, análises histológicas e estudos, estão de acordo com literaturas, nas quais evidenciam que de fato o ultrassom terapêutico estimula a cicatrização cutânea (DUARTE; XAVIER, 1983). Porém, por variações nos parâmetros como tempo, freqüência e dose de aplicação, contribuem para que ainda haja discordância entre alguns autores (BARBIERI, 2006).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS


O resultado dessa pesquisa bibliográfica revela e permite considerar que, em geral, o ultrassom pulsado de 3 MHZ de frequencia e de baixa intensidade no parâmetro de até 1,0 W/cm², estimula as cicatrizações cutâneas, acelerando a reparação tecidual, melhorando tanto a sua velocidade quanto a sua qualidade, que foi a mesma conclusão de Dyson (1987) em seus estudos.
Além disso, vários experimentos demonstram que o ultrassom no modo pulsado, com efeito, não térmico, são mais eficazes e indicados para a promoção dos efeitos terapêuticos do que no modo térmico, onde doses elevadas do ultrassom podem ser lesivas aos tecidos.
Em relação às propriedades terapêuticas do ultrassom no modo pulsado, análises mostram um aumento da neovascularização da área estimulada, aumento nos níveis intracelulares de cálcio devido a alterações na função da membrana celular, estimulação da atividade fibroblástica, com consequente aumento da síntese protéica e da tensão elástica do colágeno, bem como uma acentuada diminuição do exsudato inflamatório, de polimorfonucleares, caracterizando uma aceleração da fase inicial do processo cicatricial, abreviando a fase inflamatória, levando em consequência, a um aumento na resistência tênsil do tecido (KITCHEN e PARTRIDGE, 1990; DYSON, 1987; YOUNG e DYSON, 1990).
Realmente há muitos relatos sobre os efeitos do ultrassom no processo de cicatrização, que pode ser de primeira como de segunda intenção, demonstrando seus benefícios em baixas dosagens e seus prejuízos em doses elevadas.
Estudos das respostas biológicas ao estímulo ultrassônico em tecidos cutâneos é essencial, não só para o estabelecimento de orientações, mas como também para a utilização segura do diagnóstico, para melhorar, desenvolver e aplicar estratégias terapêuticas efetivas (DYSON, 1987).
Lesões cutâneas crônicas como ulcera de várias causas, tanto num procedimento cirúrgico estético, como não, são de difícil cicatrização. Motivo este para que pessoas procurem meios e recursos que possam beneficiar o processo cicatricial, tanto em sua qualidade como em sua velocidade para que não haja descontentamento em sua finalização. O ultrassom é um desses recursos, onde seus efeitos benéficos se fazem sentir desde a fase inflamatória até a fase de remodelagem da cicatriz cutânea.
Todas essas informações e afirmações a partir de pesquisas e análises dos efeitos do ultrassom em animais (ratos, coelhos e porcos), tanto in vitro como in vivo, podem ser aplicadas em humanos, pois a pele desses animais possui uma estrutura muito parecida com a humana, levando aos cientistas a analisar os efeitos do ultrassom nesses animais. As aplicações devem obedecer as indicações de baixas intensidades de até 1,0 W/cm², numa frequência de 3 MHZ às quais foram constatadas em análises, uma maior eficiência sobre os tecidos cutâneos lesionados, com toda a segurança.
Ao final deste artigo, foi observado que o uso do ultrassom terapêutico nas diversas formas de cicatrização é muito importante no reparo tecidual e no processo pós operatório, abreviando a fase inflamatória, consequentemente acelerando a cicatrização, evitando assim cicatrizes inestéticas.


REFERÊNCIAS


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.


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Referência: Disponível em:http://emporiodaestetica.blogspot.com.br/2009/09/artigos-cientificos.html Acesso em: 15/07/2012. 

Luz do computador pode causar mancha na pele, diz pesquisa



CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo
A luz do computador ou de lâmpadas fluorescentes pode manchar a pele. Chamada luz visível, esse tipo de radiação, que também é emitida pelo Sol, causa alterações no DNA da pele, assim como os raios ultravioleta (UVA e UVB).

A conclusão é de uma revisão de estudos publicada na revista "Photochemistry and Photobiology". O assunto foi tema do último simpósio da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Embora a exposição à luz visível de ambientes fechados seja muito menos prejudicial do que se expor à luz solar -oito horas de luz artificial equivalem a 1 minuto e 20 segundos de exposição solar em um dia claro de verão-, os especialistas afirmam que pessoas que estão sob tratamentos de pele (como peeling e laser) ou que têm doenças desencadeadas pelo sol (como o lúpus) devem se proteger contra a luz visível.

A maioria dos protetores solares no mercado protege apenas contra os raios ultravioleta. A luz visível só pode ser bloqueada com filtros solares físicos (bases, por exemplo).
"As pessoas costumam se preocupar com os raios UVA e UVB, mas ninguém se preocupa com a luz visível. Esses novos trabalhos explicam a razão pela qual muitas pessoas apresentam melasmas [manchas acastanhadas na pele] mesmo usando protetor solar", afirma o dermatologista Sérgio Schalka, membro da diretoria da regional paulista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo Schalka, a luz visível é capaz de produzir radicais livres, que provocam alterações nas células, principalmente, nos melanócitos (células da pigmentação) e nos fibroblastos (produtores de colágeno).

Dados internacionais mostram que 67% da produção de radicais livres gerados pelo sol vem do UVA e 33% da luz visível. "A radiação UVA e a luz visível são agentes "enferrujadores" da pele, levando ao envelhecimento e a manchas a longo prazo", diz Schalka.
Na opinião da dermatologista Marcella Delcourt, o único tipo de produto que bloqueia o efeito da luz visível na pele são os filtros físicos, que refletem e dispersam a energia da luz, construindo uma barreira física às radiações solares.

"Pode ser uma base ou aquele filtro mais grossinho [que deixa branco], que tem partículas de zinco e funciona como um filme protetor que impede que a radiação ultrapasse a pele."
Para o dermatologista Marcus Maia, professor da Santa Casa de São Paulo, a luz visível é um fator de preocupação apenas para pessoas portadoras de doenças que podem ser desencadeadas pela exposição solar, como o lúpus eritematoso (doença inflamatória autoimune) e a urticária solar. Não há evidência de nenhuma relação com surgimento de câncer.
"Não há razão para pânico. A luz visível não oferece perigo. Nossa preocupação continua sendo a radiação ultravioleta e o fato de a maioria das pessoas não conseguirem se proteger corretamente, usando o filtro solar de maneira adequada."
Proteção
Segundo o dermatologista Sérgio Schalka, que defendeu uma dissertação de mestrado na USP sobre proteção solar, o ideal seria que as pessoas usassem 2 mg/cm² de protetor, ou 35 a 40 gramas (uma xícara de café) no corpo todo.
Mas, na prática, a quantidade aplicada no corpo varia entre 0,39 mg/cm² e 1,3 mg/cm² -uma colher de sopa.

"De uma forma genérica podemos dizer que, se temos no rótulo um FPS de 30, a partir de uma aplicação de 2 mg/cm², nas condições reais, com uma quantidade menor, temos um FPS de 12 a 15."
Schalka diz que dificilmente as pessoas usam os 2 mg/cm² recomendados, seja em razão do custo seja pela sensação de pele "lambuzada". "O ideal é que se use pelo menos de 1 a 1,5 mg/cm². O que não podemos aceitar é uma quantidade inferior a essa. Precisamos assumir que, por não passar os 2 mg, não teremos aquele FPS apresentado no rótulo, mas, talvez, algo como a metade dele."



Referência: Disponível em:http://emporiodaestetica.blogspot.com.br/2009/09/artigos-cientificos.html Acesso em: 15/07/2012. 


Relação entre a profundidade das rugas faciais e a densidade de ‘retinacula cutis’


Pesquisadores japoneses publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram identificar se há uma relação entre a profundidade das rugas faciais e a densidade de retinacula cutis no tecido subcutâneo da pele.

A profundidade da ruga foi avaliada com análise da imagem na fronte e no canto lateral de cadáveres humanos. A densidade de retinacula cutis foi medida nas secções cutâneas marcadas por Azan-Mallory, obtidas ao redor das rugas. O estudo foi conduzido na Seção de Anatomia Total da Kagoshima University Graduate School of Medical and Dental Sciences, com análise de 55 cadáveres masculinos e femininos de 35 a 93 anos de idade. A profundidade máxima de cada ruga foi utilizada para representar o grau da ruga. Em secções cutâneas, a densidade de retinacula cutis foi medida ao redor do ponto mais profundo de cada ruga em uma área de 1 mm de largura (a área que inclui a ruga).

Em ambas as áreas, específica da ruga e que inclui a ruga, as densidades de retinacula cutis tornaram-se menores na fronte e nas áreas cantais laterais. Quando uma ruga era rasa, a densidade foi menor na área específica da ruga que na área que incluía a ruga. Com a progressão da ruga, a diferença de densidade entre a área da ruga e a área que inclui a ruga diminuiu gradualmente até não haver diferença aparente.

Os pesquisadores concluíram que rugas faciais parecem se desenvolver acima de áreas de densidade reduzida de retinacula cutis. Conforme uma ruga se desenvolve, a densidade diminui tanto na área específica da ruga quanto na área que inclui a ruga, enquanto que a diferença de densidade entre essas áreas desaparece.


Uma resenha de Relationship between the depth of facial wrinkles and the density of the retinacula cutis - Archives of Dermatology; 2012;148(1):39 – 46

Referência: Disponível em: http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/especialidades/exibe.php?id_nct=6 Acesso em: 15/07/2012.

Nanocápsulas podem reduzir os custos de cosméticos


São Paulo, 24 de Maio de 2012


Uma empresa originária do Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicologia (LNN) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP irá produzir cosméticos otimizados combinando a extração de óleos vegetais (cravo e pimenta rosa, entre outros) com nanoencapsulamento. Os produtos terão maior eficácia, sendo minimamente invasivos e sem prejudicar a saúde da pele. Até o final do ano, as nanocápsulas devem estar disponíveis para comercialização, podendo reduzir o preço dos cosméticos.
O nanoencapsulamento, técnica que tem revolucionado diversas áreas da saúde, consiste no aprisionamento de moléculas de uma substância dentro de partículas formadas por outra substância, resultando em cápsulas biodegradáveis, de tamanho nanométrico. A empresa Nanomed irá produzir essas nanopartículas para encapsular moléculas diversas, sobretudo na área de cosmetologia, de acordo com a demanda das empresas interessadas.
“Iniciamos nosso trabalho, contando com a colaboração de produtores do Nordeste, de onde vem plantas de extração verde, sem uso de solventes orgânicos, para obtenção dos óleos vegetais”, conta Paula Barbugli, pesquisadora do LNN. O interesse maior em nanoencapsular moléculas é dar estabilidade aos produtos finais. “Alguns princípios ativos, nos veículos farmacêuticos onde são utilizados, são os mesmos no produto final. Inseridos diretamente nas fórmulas, seja de medicamentos ou de cosméticos. Alguns ativos se tornam muito instáveis, o que significa dizer que se degradam muito rápido”, conta a pesquisadora.
Já nas nanocápsulas, a estabilidade é maior, ou seja, no caso de um creme hidratante, por exemplo, a penetração será mais rápida e profunda na pele e os efeitos serão visíveis em muito menos tempo. “Poderemos disponibilizar as cápsulas com os princípios ativos mais estáveis e com maior poder de permeação”, afirma Paula.
Técnica
No mercado, algumas empresas do setor de cosméticos já aplicam a técnica do nanoencapsulamento. “Em nosso projeto, desenvolveremos sistemas que poderão ser adicionados em fórmulas em creme ou em gel”, explica Paula. “Trabalharemos, em princípio, com óleos essenciais, algumas vitaminas e aminoácidos nanoencapsulados.”
De acordo com a demanda de outras empresas, a Nanomed irá produzir determinados tipos de cápsulas farmacêuticas e/ou cosméticas. “Tudo dependerá da demanda das empresas clientes. Disponibilizaremos dois sistemas básicos: um com nanopartículas sólidas poliméricas e outro de nanopartículas lipídicas sólidas”, adianta a pesquisadora.
O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por intermédio do programa “Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE)”, deve, obrigatoriamente, apresentar resultados concretos até o final do ano. Mas, ao que tudo indica, isso será possível — incluindo a comercialização das nanocápsulas.
Em relação ao custo do produto, Paula não arrisca valores. “Hoje, no Brasil, esse tipo de insumo é em sua maioria importado. Nós pretendemos, como empresa nacional, produzir tais insumos com a mesma qualidade e segurança que as empresas estrangeiras, mas com preços melhores, o que irá refletir em um produto final mais barato aos consumidores”, afirma.
As nanocápsulas do LNN, depois de produzidas, serão vendidas às empresas interessadas, que poderão baratear os milagrosos produtos e oferecer aos mais — ou menos — vaidosos uma chance maior de passar uma rasteira nos sinais do tempo.
Mais informações: email: pabfarma@yahoo.com.br, com Paula Barbugli.


Nanocápsulas podem reduzir os custos de cosméticos - Agência USP de Notícias



Referência: Disponível em: http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/especialidades/exibe.php?id_nct=6 Acesso em: 15/07/2012.

Predição de positividade de linfonodo sentinela pela taxa de crescimento do melanoma cutâneo


Pesquisadores do Hospital “Virgen de la Victoria “ publicaram um artigo no Archives of Dermatology que visava a avaliar se a taxa de crescimento (GR) do melanoma cutâneo prevê a positividade histológica de linfonodo sentinela (SLN).
Um total de 698 pacientes com melanoma cutâneo primário invasivo no qual o linfonodo sentinela fora identificado entre 01 de janeiro de 2000 e 30 de junho de 2012 foi selecionado em dois centros terciários de melanoma para realização do estudo coorte retrospectivo.
Baseado em estudos anteriores, foi calculada uma medida substituta para GR em melanoma invasivo primário como a taxa de espessura de Breslow de acordo com o tempo para o desenvolvimento de melanoma. De acordo com isso teríamos o desfecho primário.
O linfonodo sentinela foi positivo em 20,2% dos pacientes. A análise de regressão logística multivariada revelou que GR, espessura de Breslow e a presença de aumentos de satélites microscópico foram independentemente associados com a positividade do linfonodo sentinela. A probabilidade de positividade do linfonodo sentinela foi de 8,2% para melanomas de crescimento lento (<0,10 mm/mês), em comparação com 19,8% de melanomas de crescimento intermediário (0,10-0,50 mm/mês) e 37,7% para melanomas de crescimento rápido (> 0,50 mm/mês). A taxa de crescimento não foi um fator preditivo independente para sobrevivência.
Como conclusão, os pesquisadores observaram que a taxa de crescimento do melanoma cutâneo primário, juntamente com o índice de Breslow e a presença de satelitose microscópica, prevê a positividade SLN.
Uma resenha de Prediction of Sentinel Lymph Node Positivity by Growth Rate of Cutaneous Melanoma - Archives of Dermatology; May 2012;148(5):577-584

Referência: Disponível em:http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/especialidades/exibe.php?id_nct=6 Acesso em: 15/07/2012.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

FILOSOFIA DO BOM VIVER


Quando nos sentimos conectados com as energias do riso, da alegria e do encantamento. Todo nosso corpo é inundado por hormônios, enzimas e peptídeos que fortalecem o sistema imunológico. Mais: estaremos projetando pensamentos de felicidade que permeiam o inconsciente coletivo e influenciando todas as pessoas a nossa volta. Vamos continuar aprofundando nosso contato íntimo com a felicidade focando no prazer do encantamento. Comece a prestar atenção nos detalhes maravilhosos à sua volta. Ao escolher se encantar, você começa aos poucos a mudar sua postura perante a vida... Imediatamente tudo se transforma a seu redor, tudo se suaviza. E dessa maneira, fica muito mais fácil viver. Acordar a emoção do encantamento dentro de nós faz parte da filosofia de bem-viver.
(Marcia De Luca)

Cláudia