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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Celulite: artigo de revisão
RESUMO
Apesar de o termo celulite ser inadequado, já que não se trata de inflamação ou infecção do tecido celular subcutâneo, está consagrado pelo uso para definir condição feminina caracterizada pelo aspecto ondulado da pele de algumas áreas corporais. Constitui queixa frequente e problema importante para a maioria das mulheres e, por ter etiopatogenia complexa, multifatorial e incompletamente conhecida, não há tratamento eficaz e definitivo.
Sendo assim, proporciona uma gama de propostas terapêuticas sem evidências científicas suficientes e outras baseadas em publicações de qualidade questionável. Sabe-se que tratamentos tópicos são ineficazes, embora alguns possam ser coadjuvantes.Até o momento, não há tecnologia disponível que possa corrigir as alterações estruturais do tecido adiposo feminino e da derme profunda.A perspectiva, sem dúvida, dependerá de tecnologia baseada no princípio da fototermólise seletiva para a gordura superficial da hipoderme e para a derme profunda. Este artigo apresenta uma revisão da epidemiologia, etiopatogenia, histologia, classificação clínica, métodos para diagnóstico e avaliação e tratamento da celulite.
Palavras-chave: celulite; cellulite/histopatologia; celulite/tratamento
INTRODUÇÃO
O termo celulite tem sido utilizado para descrever a aparência ondulada e irregular da pele, com aspecto de casca de laranja ou queijo tipo cottage, encontrada tipicamente nas mulheres, preferencialmente nas coxas e nádegas.1-6 O termo teve origem na literatura médica francesa há mais de 150 anos.3,7 A celulite também é conhecida como adiposidade edematosa, lipodistrofia ginoide e dermatopaniculose deformante.3,8-10
Embora não exista morbidade ou mortalidade associada à celulite, ou seja, não se trata de doença, permanece como preocupação estética frequentemente importante para um grande número de mulheres.9 A celulite é muito mais prevalente nas mulheres e tende a ocorrer nas áreas em que a gordura está sob a influência do estrógeno, como quadris, coxas e nádegas.1,2 Também pode ser encontrada em mamas, parte inferior do abdome, braços e nuca – curiosamente nas áreas em que o padrão feminino de deposição do tecido adiposo é observado. 1,3 Em elevado percentual (entre 85% e 98%) das mulheres pós-púberes de todas as raças verifica-se algum grau de celulite, que, entretanto, atinge mais as caucasianas.11 Parece haver
influência de fator hormonal. Sendo quase onipresente nas mulheres pós-púberes,4,7 é raramente vista em homens, mas pode ocorrer nos que apresentam deficiência androgênica,como na síndrome de Klinefelter, hipogonadismo, estados pós-castração, e nos que receberam terapia com estrógeno para câncer de próstata. Nesses casos, a celulite torna-se mais severa com a piora da deficiência de andrógenos.3 Apesar de a celulite ser encontrada em qualquer área em que o tecido adiposo em excesso é depositado, a obesidade não é condição necessária para sua existência.12 Considerada resposta fisiológica, suas características estruturais e metabólicas, no entanto, não estão tão claramente identificadas. Tentou-se atribuir a celulite às modificações no metabolismo e bioquímica do tecido adiposo; entretanto, não há nenhuma evidência de diferenças primárias entre as zonas afetadas e não afetadas na fisiologia do tecido adiposo, fluxo sanguíneo, bioquímica ou metabolismo.2 Embora altamente prevalente, apenas um número reduzido de estudos tem sido publicado na literatura internacional, e muitos chegam a conclusões contraditórias, dificultando o tratamento. 3,8 Há muitas razões para a falta de investigação de qualidade
sobre o assunto. Por um lado, a enorme quantidade de informações pseudocientíficas circulantes faz com que os pesquisadores se sintam menos atraídos por estudos mais sérios. Por outro lado, nos países anglo-saxões, em que grande proporção de pesquisas científicas é realizada, a teoria que tem prevalecido não considera a celulite condição nosológica para estudos, mas antes uma expressão fisiológica da adiposidade feminina.8
ETIOPATOGENIA
A etiologia da celulite é desconhecida, mas uma variedade de causas parece contribuir para seu desenvolvimento, incluindo fatores estruturais, circulatórios, hormonais e inflamatórios.1,3,13,14
As três principais hipóteses etiológicas baseiam-se em: alterações anatômicas e hormonais, microcirculação e processo inflamatório crônico
1) Alterações anatômicas e hormonais
A hipótese anatômica da celulite é baseada nas diferenças entre homens e mulheres em relação às características estruturais dos lóbulos de gordura subcutânea e dos septos de tecido conjuntivo
que os separam. Segundo essa teoria, originalmente detalhada por Nurnberger e Muller,12 o aparecimento da celulite, caracterizada pela aparência ondulada e irregular da pele, é causado pela protrusão de gordura na interface dermo-hipodérmica. Essa alteração ocorre especificamente nas mulheres, devido
à presença das bandas fasciais verticais.3,12,14 Piérard,6 acredita na hipótese de que a celulite seja consequência do alongamento dessas bandas fasciais determinadas geneticamente.O alongamento, por sua vez, debilita e afina a base do tecido conjuntivo dérmico, permite a protrusão da gordura na interface dermohipodérmica, causando a aparência de pele ondulada e irregular. Essas herniações da gordura na derme são características da anatomia feminina, e sua presença foi confirmada por ultrassonografia em regiões de baixa densidade entremeadas na derme.5,15,16 O subcutâneo nos homens, por outro lado, é caracterizado por bandas fasciais horizontais e diagonais formadoras de estrutura que impede a herniação da gordura.17 Uma vez que a celulite está presente em grande parte das mulheres pós-púberes e raramente é encontrada em homens sem deficiência androgênica, é altamente provável que os hormônios femininos desempenhem papel fundamental em sua etiopatogenia.1 É por causa da natureza genética e hormonal da arquitetura da pele que a celulite é extremamente rara em homens com níveis normais de andrógenos, independentemente do peso.14 Em estudo com ultrassonografia para examinar a espessura total da pele de áreas afetadas e não afetadas da coxa, posteriormente biopsiadas em cunha, Rosenbaum tentou determinar se as ondulações da pele resultavam ou não de herniações da gordura na derme.12 Para tanto, examinou sete mulheres adultas saudáveis com celulite e três indivíduos saudáveis não afetados (controles), sendo uma mulher e dois homens. Tanto as mulheres afetadas quanto a não afetada demonstraram interface dermo-hipodérmica irregular e descontínua, caracterizada pela protrusão de gordura na derme. Já a transição dermo-hipodérmica nos homens estudados era suave e contínua.3 Embora existam várias suposições para explicar o aparecimento da celulite, a melhor delas aponta as diferenças hormonais como responsáveis pelas variações estruturais na arquitetura da gordura subcutânea das mulheres, ou seja, trata-se de alteração fundamentalmente anatômica.1
2) Alterações vasculares
Em artigo de revisão, Rossi e Vergnanini descreveram base multifatorial para a etiologia da celulite.10 Apoiados nas descrições de Curri18,19 detalharam os eventos metabólicos e estruturais. Segundo essa teoria, o processo se originaria com a deterioração da vascularização cutânea, particularmente em resposta às alterações do esfíncter pré-capilar arteriolar em áreas afetadas juntamente com a deposição de glicosaminoglicanos hiperpolimerizados na parede de capilares dérmicos e entre o colágeno e as fibras elásticas.3,14,20O aumento da pressão capilar levaria ao aumento da permeabilidade dos capilares venulares e à retenção de excesso do líquido na derme, entre os adipócitos e entre os septos interlobulares, provocando mudanças celulares e hipóxia tecidual.3,14 O aumento da resistência lipolítica resultante da hipóxia e o aumento da lipogênese, causada pela ação do estrógeno, prolactina e dietas rica em carboidratos levariam à hipertrofia dos adipócitos. Os adipócitos alargados, juntamente com a hipertrofia e hiperplasia das fibras reticulares periadipócitos, formariam micronódulos cercados por fragmentos de proteínas que, posteriormente, causariam esclerose dos septos fibrosos, levando ao aparecimento da celulite. O efeito geral desse processo fisiopatológico seria a redução do fluxo sanguíneo e da drenagem linfática das áreas afetadas. Em função dessa teoria, muitas terapias popularizaram-se tentando corrigir a circulação tecidual e a drenagem ineficientes, com o objetivo de melhorar a aparência da pele ondulada e irregular.14
3) Fatores inflamatórios
Alguns autores sugerem base inflamatória na fisiopatologia da celulite apoiando-se em relatos subjetivos sobre sua compreensão. 4,7,21 Kligman13 relatou o aspecto difuso do processo inflamatório celular crônico, com macrófagos e linfócitos, nos septos fibrosos, a partir de biópsias de pele.21 Segundo esse autor, os septos seriam os responsáveis pela inflamação leve que resultaria em lise dos adipócitos e atrofia cutânea. Outros, entretanto, não encontram evidências de processo inflamatório ou lise dos adipócitos na celulite.6,7,12
HISTOPATOLOGIA
A epiderme é sempre normal. Na derme papilar e reticular alta, infiltrado linfocitário discreto perivascular é observado, assim como na pele normal.As fibras de colágeno, nas camadas superiores da derme, aparecem ligeiramente edematosas. A coloração eosinofílica das fibras de colágeno é um pouco menos intensa do que na pele normal. Nenhuma indicação de fibrose, esclerose ou hialinização é encontrada. As fibras elásticas estão diminuídas no plexo subepidérmico e mostram tendência para o agrupamento
de fragmentos nas camadas mais profundas da derme. Glicosaminoglicanos intercelulares foram identificados como edema mucoide entre as fibras de colágeno da derme profunda. Essas substâncias não mostram maior grau de polimerização na imuno-histoquímica. Na região do arrectores musculi pilorum há sinais evidentes de edema e, ocasionalmente, de degeneração vacuolar. Os vasos sanguíneos não mostram características patológicas. Os vasos linfáticos da derme superior estão, no entanto, quase sempre visivelmente distendidos. Células individuais de gordura no tecido subcutâneo aparecem alargadas. Os septos do tecido gorduroso são normais, exibindo, eventualmente, discreto edema. Nenhuma alteração é detectada na imuno-histoquímica.12
CLASSIFICAÇÃO
A celulite tem sido classificada conforme o proposto por Nürenberger e Müller em 1978.12 Essa classificação baseou-se em metodologia simples, ou seja, em graus variados conforme a apresentação clínica: Grau 0: sem alterações da superfície cutânea; Grau I: a superfície da área afetada é plana quando o indivíduo está deitado ou em pé, mas as alterações podem ser vistas quando se pinça a área com os dedos ou sob contração da musculatura local; Grau II: aspecto em pele de laranja ou acolchoado é evidente quando o indivíduo está em pé sem nenhuma manipulação (pinçamento ou contração muscular);
Grau III: as alterações descritas em II estão presentes e associadas a sobrelevações e nodulações.Pode-se notar que não foram levados em conta parâmetros quantitativos e sim qualitativos o que tem sido motivo de críticas a sua aplicação como método de avaliação de eficácia terapêutica comparativa pré e pós-tratamentos, já que a melhora em graus seria muito subjetiva e dependente do avaliador.
Por tal motivo uma nova metodologia foi proposta e publicada por Hexsel,22 objetivando tornar a classificação da celulite mais objetiva através de escalas fotonuméricas. O autor desenhou uma escala mais complexa composta de cinco variáveis cuja soma final da pontuação proposta classifica o indivíduo em uma das 3 seguintes categorias de gravidade: leve (1-5 pontos), moderada (6-10 pontos) e grave (11-15 pontos). As cinco variáveis analisadas seriam:A- número de depressões evidentes; B- profundidade das depressões visíveis; C- aparência morfológica das alterações de superfície da pele; D- grau de flacidez ou frouxidão cutânea; E- classificação de escala de Nürenberger e Müller. Para cada uma dessas variáveis seria possível atribuir pontos de 0 a 3. Essa classificação e sua metodologia precisam ainda ser
consagradas pelo tempo, que mostrará sua aceitação internacional, testará suas aplicabilidade e validação e se as elas englobarão e substituirão a classificação de Nürenberger e Müller.
MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO
Os métodos diagnósticos para celulite são diversos, desde simples e baratos, como mensurações antropométricas, até caros e complexos, como ressonância nuclear magnética. No entanto não existe método melhor ou aceito unanimemente, pois tais conceitos dependem de variáveis como custo, grau de invasão, riscos, acessibilidade, etc. Por isso tantos métodos têm sido descritos, como, por exemplo, os que se seguem:
1) Macrofotografia: método simples que envolve os custos de material fotográfico e profissional treinado para obter as fotos, além do material necessário à padronização das fotos, como iluminação, posição reprodutível do paciente para futuras fotos comparativas, fundo e câmera equidistantes do foco em todas fotos. Entretanto é método limitado por avaliar apenas o aspecto clínico visível das alterações da celulite, por ser dependente de profissional habilitado para padronização das fotos e idealmente dever ser usado com outros métodos.23
2) Medidas antropométricas: constituem método objetivo no qual as medidas de peso, altura, circunferências e pregas cutâneas indicam obesidade e distribuição de gordura corporal; no entanto, representam medida indireta de celulite, apresentando falhas uma vez que nem todos os indivíduos com alterações nesses parâmetros apresentam celulite e tampouco a melhora dos parâmetros por perda ponderal e de medidas significa melhora da celulite.10,24
3) Bioimpedanciometria: método que tenta ser mais preciso o que as medidas antropométricas pois permite acessar os tecidos através de corrente elétrica alternada percorrendo o corpo por meio de eletrodos posicionados nos membros superiores e inferiores, e quantificar porcentagens das massas magra e gorda e de água total corporal; apresenta, no entanto, as vulnerabilidades do método anterior quanto à análise da celulite em si, além de ambos os métodos não poderem avaliar a microcirculação do tecido adiposo.10
4) Xenografia: método que avalia os tecidos por suas diferentes radiotransparência ou radio-opacidade, portanto diferentes densidades, através de banho de raios-X em campo eletromagnético alterado por selênio carregado eletrostaticamente. Pode mensurar a profundidade e os limites das camadas do tegumento, mas ainda não é capaz de avaliar a microcirculação.Além disso, há risco representado pela exposição à radiação ionizante.10
5) Ecografia bidimensional: varia em frequências de 7,5 a 40MHz; é método capaz de analisar a morfologia do tecido subcutâneo e, portanto, do tecido alterado pela celulite, podendo avaliar nodulações, irregularidades, espessura, profundidade, edema e até limites da derme; é método não invasivo e pode
avaliar a microcirculação do tecido, no entanto, depende de equipamento adequado e equipe treinada.10,23,24
6) Termografia por anodo: pode mapear termicamente o tecido alterado pela celulite e até graduar essa alteração; é método não invasivo em que, no entanto, a umidade e temperatura da sala de exame, bem como alterações inerentes ao pacientes como exposição solar, febre, ciclo menstrual, tabagismo devem ser levados em consideração, pois podem alterar o resultado do exame.10,24
7) Tomografia computadorizada é método pouco acurado na avaliação do tecido adiposo e por isso pouco utilizado.10,24
8) Ressonância nuclear magnética: melhorada por novas técnicas e equipamentos mais modernos que possibilitam detalhamento cada vez maior das imagens de tecidos, permite análises estruturais do tecido adiposo e sua arquitetura, mas não avalia a microcirculação.10,24,25
9) Fluxometria de Doopler por Laser: para avaliar a microcirculação tecidual; aplica-se um Laser de 632nm e, através de cálculos de reflexão da radiação desse Laser pelos tecidos e hemácias, pode-se quantificá-la.24,26
10) Biópsia de pele seguida de exame histopatológico: acessa direta e invasivamente o tecido subcutâneo normal ou alterado e analisa sua microestrutura, usam-se colorações adequadas como hematoxilina-esosina para análise histológica, Alcian-Blue para mucopolissacarídeos, ácido periódico de Schiff (PAS) para membranas basais,Weigert-Van Gieson para fibras elásticas, colágenas e músculo liso, e tricrômio de Masson para fibras colágenas e músculos dérmicos.10
TRATAMENTO
Os tratamentos para celulite descritos na literatura médica mundial estão divididos classicamente em dois grupos: não invasivos e invasivos. Os não invasivos dividem-se em dois subgrupos: os tratamentos que não envolvem uso de substâncias biologicamente ativas (medicações) e os que envolvem substâncias ativas. Tratamentos não invasivos sem substâncias biologicamente ativas
1) Massagem/Endermologia: diversos métodos de massagem são descritos, sendo o mais disseminado a drenagem linfática, devido à teoria de que alterações na drenagem linfática fisiológica estariam envolvidas na etiopatogenia da celulite. Essas massagens podem ser realizadas manualmente ou por dispositivos desenvolvidos para, em tese, obter maior rapidez e consistência, método denominado endermologia. Há discordâncias na literatura quanto à eficácia desse tratamento, já que alguns estudos comparativos demonstram melhora e outros não detectam essa diferença.27-29
2) Dispositivos baseados em luzes: nessa categoria encontram-se a luz intensa pulsada (LIP) e o Laser.O princípio do uso da LIP seria o estímulo à formação de colágeno novo, tornando a derme mais espessa e, portanto, mais semelhante à masculina, que é menos susceptível à celulite. No entanto, o único estudo com a LIP disponível até o momento tem desenho e metodologia que impedem a comprovação da eficácia e melhora clínica, pois não é cego, não há grupo-controle nem análise histológica; além disso foi empregada substância biologicamente ativa num dos braços do estudo.30 O emprego do Laser isoladamente é incomum e pouco citado. Um estudo afirma serem as ondas de 1210 e 1720nm capazes de atingir seletivamente as células do tecido adiposo, porém trata-se de estudo em animais e não há dispositivos
comerciais para essa aplicação em humanos.31 Muitos dispositivos associam Laser e LIP com massagem, vácuo, ultrassom e até mesmo vários métodos num mesmo equipamento. Esses são os dispositivos mais difundidos comercialmente e com mais estudos publicados recentemente, além de maior apelo mercadológico. Sua justificativa é que atuariam em vários mecanismos etiopatogênicos da celulite como alterações estruturais do colágeno, microcirculação e drenagem linfática. Equipamento que combina a massagem com Laser diodo de 810nm (TriActive®) demonstrou melhora clínica comparável a outro equipamento que associa luz infravermelha e radiofrequência com massagem (VelaSmooth®) em estudo monocêntrico, randomizado, comparativo e prospectivo, mas sem grupo-controle, de amostra de pacientes pequena e métodos de avaliação pré e pós-tratamento pouco objetivos.32 Outros estudos com o equipamento VelaSmooth® são citados em revisão sobre o tema, todos com pontos questionáveis quanto à metodologia e significância.1 A combinação de dois comprimentos de onda de Laser de baixa energia com massagem também é citada na literatura como efetiva em estudo controlado, porém com conflitos de interesse.33 Outro dispositivo que combina luz infravermelha, radiofrequência e massagem (ELOS technology) foi estudado isoladamente, apresentando diversos problemas de metodologia, como falta de grupo-controle, amostra pequena, além de problemas éticos de conflitos de interesse, sendo, portanto, questionável a eficácia relatada.34 O uso da radiofrequência uni ou bipolar (Thermacool ® e Accent®, respectivamente) é citado, embora off-label, já que tais equipamentos são aprovados pela FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, exclusivamente para uso em rugas.1 A combinação das radiofrequências uni e bipolar num único dispositivo foi analisada em estudo que sugeriu efeitos positivos na redução de medidas de circunferências corpóreas e, por conseguinte, da aparência da celulite. Apesar de se tratar de estudo piloto há falha na metodologia por não ser cego nem controlado.35 Uma nova técnica de tratamento não invasivo com ondas de choque de baixa energia não focadas foi descrita e analisada através de mudança no padrão ultrassonográfico da derme e subcutâneo antes e após o trata mento. Essa nova tecnologia demanda, contudo, estudos mais representativos e bem desenhados para comprovar eficácia e segurança.36,37 O ultrassom transdérmico focado (UltraShape® e Liposonix®), embora ainda não aprovado para uso no tratamento da celulite, apresentou resultados positivos na melhora do contorno corporal, porém ainda depende de outros estudos para firmar-se como terapia para celulite.38-40 Tratamentos não invasivos com substâncias biologicamente ativas São pouquíssimos os produtos tópicos disponíveis no mercado para o tratamento da celulite que dispõem de estudos bem desenhados, controlados, com eficácia e segurança comprovadas. Os que apresentam melhores resultados, ainda que discretos, são os retinoides e as metilxantinas. A Centella asiática e o Sillicium são propagadas como eficazes, apesar dos restritos estudos.1 Centenas de outras substâncias são divulgadas como eficazes sem, no entanto, apresentar quaisquer evidências, portanto têm resultados questionáveis.1,3,10,41 Tratamentos invasivos com substâncias biologicamente ativas Há citações sobre o uso de produtos injetáveis, cuja técnica é denominada mesoterapia; os métodos são muito variáveis, assim como a gama de produtos injetados, e nenhum deles teve comprovada sua eficácia no tratamento da celulite, embora, em
teoria, possam atuar na fisiopatologia da celulite com perspectiva de melhora.42 Uma questão relevante é o fato de serem utilizados produtos manipulados com riscos de contaminação e efeitos colaterais sistêmicos pelo uso, por exemplo, de hormônios tireoidianos. Ainda entre as técnicas que envolvem injeções de substâncias teoricamente ativas, há poucos relatos do uso do gás carbônico. Essa técnica, chamada de carboxiterapia, foi descritapor Brandi;43 até o momento, porém, não há evidências que reforcem sua eficácia e segurança.44 Tratamentos invasivos sem substâncias biologicamente ativas Subcisão é a técnica cirúrgica invasiva em que, com uma agulha introduzida no tecido subcutâneo, faz-se movimentos paralelos à superfície cutânea objetivando romper as traves de tecido fibroso que têm papel relevante na etiopatogenia da celulite. Embora seja técnica bem aceita mesmo sem estudos clínicos controlados, há a possibilidade de recidiva e efeitos adversos, como eritema persistente e hiperpigmentação.45,46 Lipoaspiração é técnica cirúrgica padrão ouro para diminuição do tecido adiposo, mas não tem demonstrado resultados tão satisfatórios no tratamento da celulite, pois pode ser ineficaz, e recidivas ou até pioras no quadro clínico podem ocorrer. Outras opções como a lipoescultura ultrassônica podem ser mais bem sucedidas na tentativa de tratamento da celulite, mas existem poucos estudos sobre essa aplicação.47-49 Recentemente foi descrita nova técnica que associa o transplante autólogo de tecido adiposo à aplicação do Laser Nd-Yag no subcutâneo e parece ser promissora, mas necessita de mais estudos.50
CONCLUSÃO
A celulite é condição feminina sem morbidade, mas com impacto estético supervalorizado; é importante entender o que já está comprovado sobre sua etiopatogenia e considerar tratamentos que possam, ainda que minimamente, auxiliar sem causar danos e perspectivas frustradas. Cada vez mais fica evidente que a única forma de corrigir as alterações observadas na superfície da pele será através de tecnologia capaz de
atingir, com segurança, a derme profunda e o tecido adiposo superficial.
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Fonte:http://www.surgicalcosmetic.org.br/public/artigo.aspx?id=82
Surg Cosmet Dermatol. 2010;2(3)214-19 -
Autores:
João Paulo Junqueira M Afonso1
Thaís Cardoso de Mello Tucunduva1
Maria Valéria Bussamara Pinheiro2
Ediléia Bagatin3
1 Médicos residentes de terceiro ano da
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) – São Paulo (SP), Brasil.
2 Médica colaboradora da Unidade de
Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia – Unicco.
3 Professora adjunta – Departamento de
Dermatologia – Universidade Federal de
São Paulo (Unifesp) – São Paulo (SP), Brasil.
Correspondência para:
João Paulo Junqueira M Afonso e
Thaís Cardoso de Mello Tucunduva
Departamento de Dermatologia –
Universidade Federal de São Paulo –
Unifesp
Rua Borges Lagoa, 508 – Vila Clementino
04038-000 – São Paulo – SP
Tel. 55-11-55764804
Email: juanmed@ig.com.br
thais_tucunduva@yahoo.com.br
sábado, 7 de setembro de 2013
BELEZA DO CORPO, DA FACE E DA ALMA: Drenagem Linfática Manual assossiado a Ultra-som n...
BELEZA DO CORPO, DA FACE E DA ALMA: Drenagem Linfática Manual assossiado a Ultra-som n...: Drenagem Linfática Manual assossiado a Ultra-som no pós Cirurgico de Lipoaspiração como auxilio do Técnico em estética Liandra Lilian V...
Drenagem Linfática Manual assossiado a Ultra-som no pós Cirurgico de Lipoaspiração como auxilio do Técnico em estética
Drenagem
Linfática Manual assossiado a Ultra-som no pós Cirurgico de Lipoaspiração como
auxilio do Técnico em estética
Liandra Lilian Vieira¹ - Técnico
em Estética em Estética Facial e Corporal – Florianópolis, Santa Catarina.
Contatos:
¹liandraestetica@gmail.com
Resumo:
Esta
revisão de literatura aborda a Importância da atuação do Técnico em Estética no
Pós Cirúrgico de Lipoaspiração. Fazendo uso do Procedimento de Drenagem
Linfática Manual associada a Ultra-som, que é indispensável nos casos de
cirurgias de lipoaspiração. A procura
incessante pela busca de um corpo perfeito, vem crescendo
a demanda de cirurgias estéticas tanto por mulheres e homens. Nas últimas três décadas, a lipoaspiração vem sendo aperfeiçoada;
porém, como qualquer outro procedimento cirúrgico, não é isenta de
complicações. A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico estético realizado
como objetivo da retirada de gordura em pacientes saudáveis e redução do
acúmulo de gordura localizada, a chamada lipodistrofia, levando à melhora no
contorno corporal. No entanto, como qualquer outro procedimento cirúrgico, a
lipoaspiração não é isenta de complicações locais ou sistêmicas. A Drenagem Linfática Manual associada ao ultra-som como uso
terapêutico contribui na melhora da qualidade e na velocidade do reparo
cicatricial, no pós operatório, evitando complicações e obtendo resultados
estéticos mais satisfatórios.
Palavra Chave:
Drenagem Linfática Manual, Lipoaspiração, Pós-operatório, Ulta-som.
1 INTRODUÇÃO
A proposta desta revisão de
literatura é a
importância do procedimento da drenagem linfática manual associado ao ultra-som
no pós-operatório da lipoaspiração, com terapias
combinadas permitinto o procional de técnico em estética tratar o
paciente.
Ter um corpo perfeito exigido pela sociedade, vem crescendo a demanda
de cirurgias estéticas tanto por mulheres e homens nas últimas três décadas.
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico não é isenta de
complicações, e vem sendo aperfeiçoada, como o objetivo de retirada de gordura
e acumulo de gordura localizada em pacientes saudáveis, levando à melhora no
contorno corporal.
No entanto, como qualquer outro procedimento
cirúrgico, a lipoaspiração não é isenta de complicações e é onde entra a importância da Drenagem Linfática Manual associada
ao Ultra-som como recurso terapêutico, contribuindo na melhora da
qualidade e na velocidade do reparo cicatricial, no pós operatório, evitando
complicações e obtendo resultados estéticos mais satisfatórios.
2 LIPOASPIRAÇÃO
A Lipoaspiração é procedimento cirúrgico destinado a remodelar a
silueta do corpo através da aspiração de depósitos de gordura subcutânea
(CARDEIRO, 2004).
Tem como objetivo a retirada de gordura subcutânea a chamada
lipodistrofia, levando à melhora no contorno corporal (FRANCO, 2012)
Essas remoções de gorduras ocorrem por meio de cânulas submetidas a
uma pressão negativa, e introduzidas por pequenas incisões na pele (CARDEIRO,
2004).
Esta cirurgia pode ser realizada em qualquer região do corpo como: abdômen,
região troncantérica (culote), flancos, região submentoniana, região interno
das coxas, axilas, região interna dos joelhos, dorso e braços; desde que o
paciente não apresente intercorrências clínicas (CARDEIRO, 2004).
A
Lipoaspiração é um procedimento invasivo que interfere na função dos tecidos e
de sistemas, como vascular e principalmente o linfático, que necessitam de
certos cuidados em seu pós-operatório, evitando possíveis complicações e
restabelecendo os tecidos em um período de tempo menor (CAMARGO, 2012).
2.1 História e desenvolvimento da lipoaspiração
No
passado as primeiras lipoaspirações eram realizadas pelo método “seco”, sem
nenhuma infiltração líquida, provocando sangramento intenso com sérias
complicações pós-operatório, como os hematomas, infecções, embolia gordurosa,
trombose e perfurações (UTIYAMA, 2003).
A
Liposucção, ou lipoaspiração foi desenvolvida por Gergio Fischer e seu pai,
entre 1974 e 1976, quando publicaram seu primeiro trabalho. Mais tarde foi
aprimorado e divulgado por IIIouz e Fournier em Paris.( UTIYAMA, 2003).
Martinez,
(2010) relata que Illouz descreveu então a "técnica molhada" com
infiltração de solução salina hipotônica e hialuronidase no tecido adiposo
previamente à aspiração da gordura. A solução passou a facilitar a remoção da
gordura e diminuir o trauma cirúrgico, levando à menor perda de sangue no
intra-operatório.
Somente
em 1984, Newman usou o termo lipoaspiração para essa modalidade cirúrgica.
Atualmente, conceitua-se a lipoaspiração como sendo a remoção cirúrgica de
gordura subcutânea por meio de cânulas submetidas à pressão negativa e
introduzidas por pequenas incisões na pele (MARTINEZ, 2010).
Em
1986 o dermatologista Jeffrey Klein publicou a técnica de lipoaspiração sob
anestesia tumescente, que consiste na
infiltração no subcutâneo de grande volume de solução cristalóide contendo
baixas concentrações de lidocaína e adrenalina, seguida de aspiração de gordura
usando cânulas de pequeno diâmetro (MARTINEZ, 2010).
A
evolução da lipoaspiração nos últimos vinte anos trouxeram novidades nas mais
diferentes técnicas (CARDEIRO,
2004).
2.2.1 Instrumentos/Cânulas
O sistema de cânulas cirúrgicas é utilizado
várias vezes pelo cirurgião plástico com as normas de segurança em relação à
limpeza e à esterilização de acordo com a legislação da ANVISA3-5.(WOLFENSON,
2005)
Na
lipoaspiração são introduzidas cânulas de metal com orifícios laterais que
fazem a secção da gordura, vem sendo passado por várias modificações quanto à
forma ao calibre e ao material utilizado, buscando um melhor desempenho médico,
e consequentemente redução das possíveis complicações (GARCIA, 2011).
Segundo Dr. Moisés Wolfenson (2005, p.234)
com esse novo sistema haverá segurança ao ato operatório, favorecendo uma
recuperação pós-operatória mais rápida e minimização dos riscos de contaminação
cirúrgica e infecção hospitalar, refletindo-se em economia pelo não uso de
antibióticos na profilaxia das infecções, e, por conseguinte o restabelecimento
do paciente em tempo hábil e retorno às suas atividades laborativas e suas
extremidades passam por três critérios de mudanças:
a - Cânulas de 1 e 2 milímetros, essas
sofreram as mudanças na extremidade com apenas o preenchimento metálico,
deixando-se um plano inclinado interno para a passagem da escova de limpeza com
facilidade, saindo no orifício mais próximo ao final da cânula (maciças fixas);
b
- Cânulas de três (3) a seis (6) milímetros essas tiveram as extremidades
maciças rosqueadas, com a retirada da parte final da cânula e perfeita passagem
da escova de limpeza própria para retirar sujidades;
c
- Cânula para uso a céu aberto com tamanhos de 2 a 5 milímetros, com os
orifícios agrupados em um mesmo plano e também com a extremidade maciça e
rosqueadas, igualmente, com a passagem da escova de maneira ampla pelo interior
da cânula.
Figura 1 - Modelo de cânula com a ponta maciça fixa.
Fonte:http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=473

Figura 2 - Cânula de ponta maciça rosqueadas.

Figura 2 - Cânula de ponta maciça rosqueadas.
Fonte:http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=473
Figura 3 - Modelo de cânula com ponta maciça rosqueada.
Figura 3 - Modelo de cânula com ponta maciça rosqueada.
Fonte:http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=473

Figura 4 – O Dr. Wolfenson indica este Kit com quatro (4) cânulas rosqueadas.

Figura 4 – O Dr. Wolfenson indica este Kit com quatro (4) cânulas rosqueadas.
Fonte:http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=473
2.3
Fases do pós-operatório
Na lipoaspiração temos três (3) fases que são divididas em: a fase
inflamatória aguda que tem como início a formação de fibrina; às plaquetas que
são responsáveis pela formação dos coágulos e pelo aumento da permeabilidade
vascular, o que resulta em edema; a fase de proliferação também denominada de
fibroplasia, sobrepõe-se ao final da fase inflamatória, é iniciada com três (3)
dias após a lesão, onde os fibroblastos e as células endoteliais formam o
tecido de granulação e a última fase denominada remodelamento consiste em uma
cicatrização composta de fibroblastos inativos (CUNHA, 2013).
2.4
Complicações do
pós-operatório
No entanto, como qualquer outro procedimento cirúrgico, a
lipoaspiração não é isenta de complicações locais ou sistêmicas. Dentre as
inúmeras complicações locais, destacam-se irregularidades na pele (visíveis e
palpáveis) edema prolongado, equimoses, hiperpigmentação, alterações na
sensibilidade da pele, seromas, hematomas, correção insuficiente da
lipodistrofia, úlceras e necroses da pele, infecções locais, dermatites de
contato, cicatrizes inestética e epersistência do edema. Dentre as complicações
sistêmicas da lipoaspiração clássica destacam-se perfurações viscerais, reações
alérgicas a medicações no intra e pós-operatório, reação febril, infecção
sistêmica, arritmias cardíacas, taquicardias, anemia, choque hipovolêmico,
tromboembolismo pulmonar e trombose venosa profunda, embolia gordurosa,
síndrome da embolia gordurosa, sepse e até mesmo o óbito (FRANCO, 2012).
Segundo Cunha (2013) o seroma tem sido uma das principais complicações
pós-cirúrgica, sendo uma coleção fluida que apresenta características de
exsudato com predomínio de neutrófilas e altas taxas de proteínas. Os
mecanismos responsáveis pela sua formação são:
[...] secção de numerosos canais linfáticos,
espaço morto decorrente do extenso descolamento do retalho dermogorduroso,
forças de cisalhamento entre o retalho e a aponeurose; liberação de mediadores
inflamatórios. Seromas crônicos não tratados podem levar à formação de uma
cápsula fibrosa ao seu redor. Essa cápsula pode sofrer um processo de
contração, evoluindo em alguns casos para deformidade.(CUNHA, 2013)
2.5
Cuidados pós-cirúrgicos
Em
toda cirurgia plástica é provocado lesões devido o descolamentos dos níveis
dérmicos e subdérmicos da pele, que desencadeiam um processo inflamatório que é
a resposta do organismo à agressão. (GUSMÃO, 2010)
Com o objetivo de reduzir o alto índice de seroma no pós-operatório
algumas medidas têm sido preconizadas, como a manipulação reduzida do retalho
cutâneo, menor tempo operatório, e uso de drenos de sucção e uso de malhas de
compressão no pós-operatório durante um tempo que pode variar de 30 a 60 dias
(CUNHA, 2013).
3 SISTEMA LINFÁTICO
No corpo humano temos o sistema linfático, formado por um conjunto de
canais que formam uma densa rede capilar por todo o organismo tendo seu ponto
de “início-fim” nos coletores pré e pós-linfáticos, os gânglios linfáticos
presente em todas as regiões dos membros. A pele, o tecido subcutâneo, as
aponeuroses, os músculos, os tendões, os ossos, as articulações, as cápsulas
articulares e suas dependências ligamentares, os nervos e os próprios vasos são
objetos de uma cobertura linfática (CEOLIN,
2006).
O sistema linfático drena o excesso de fluido dos tecidos, e
fornece mecanismo de defesa para o corpo é uma das funções mais importantes do
sistema linfático, é o retorno da proteína, água e eletrólitos dos espaços
teciduais para o sangue (CEOLIN, 2006).
3.1
Drenagem linfática manual
A
drenagem linfática manual pode ser utilizada como um recurso terapêutico para o
tratamento de patologias que cogitam no âmbito estético e clínico, atuando de
modo isolado ou combinado com outros procedimentos (DUARTE, 2012).
Garcia (2010) Cita
que o método de LEDUC em lipoaspiração de delimitar o corpo, ou seja, os
principais pontos da linfa, dividindo em porção inferior e superior, proximal
para distal; os movimentos devem ser realizados em sequência, ao movimento de
evacuação e reabsorção.
Ceolin (2006) cita que para Leduc, a função principal do gânglio
linfático é a preservação do organismo contra qualquer agressão de substâncias
estranhas. Essa defesa é o resultado de uma reação imunológica muito complexa.
O gânglio linfático é composto de células linfóides e reticulares. As linfóides
são portadoras de memória imunológica, sendo essenciais no mecanismo de reações
imunitárias, e as reticulares tendo a função de fagocitose e pinocitose.
Ceolin (2006) relata a principal finalidade do método de Leduc de
esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos por meio de manobras
nas vias linfáticas e nos linfonodos.
Para realizar a Drenagem Linfática Manual, deve-se ter a consciência
de que estamos drenando, e que para isso não há necessidade de movimentos
fortes de compressão, as manobras são lentas, rítmicas e suaves, devendo sempre
direcionar sua pressão, obedecendo o sentido atingido imprescindível de uma
sequência especifica na região do corpo onde as manobras são executadas (CEOLIN,2006).
Os objetivos da
Drenagem Linfática Manual são recolocar em movimento o liquido intersticial e
permitir uma maior reabsorção dos excessos de líquido e das macrocélulas por
intermédio do sistema linfático, favorecer a abertura dos capilares linfáticos
e com isso a eliminação dos resíduos provenientes do metabolismo celular,
aumentar a regeneração celular e estimular o sistema imunológico (CARDEIRO, 2004).

Figura 5: Sentido da Drenagem Linfática -
Linfa
Fonte:http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/06b/marianaceolin/artigomariana.pdf
3.2 Drenagem linfáticas manual no pós-operatório de lipoaspiração
A Lipoaspiração produz a lesão de vasos
linfáticos e de terminações nervosas, principalmente quando não respeita a
região areolar do tecido gorduroso subcutâneo, e a técnica não é bem acurada
propiciando o aparecimento de hematomas, equimose, edema e alterações na
sensibilidade (como a hipoestesia ou hipoestesia) (CARDEIRO, 2004).
4 ULTRA-SOM
Ultra-som
refere-se às vibrações mecânicas que são essencialmente as mesmas ondas
sonoras, mas com frequência mais alta. Essas ondas se situam fora do alcance da
audição humana, e, portanto, podem ser também chamadas de ultravibração. As
ondas sonoras são uma série de compressões e rarefações mecânicas na direção do
trajeto das ondas longitudinais que podem ocorrer em sólidos, líquidos e gases
(LOW, 2001).
O ultra-som terapêutico na freqüência de três (3) MHz, é bastante
usado na fase inflamatória para reabsorção de hematomas, diminuindo as chances
de formações fibróticas e ainda melhoram a nutrição celular, reduzindo o edema
e a dor, consequências da melhora na circulação sanguínea e linfática. A
drenagem linfática manual atua no deslocamento de proteínas extravasadas para
serem reabsorvidas, equilibrando as pressões hidrostáticas e tissulares,
diminuindo o edema e pode ser iniciada após 48 horas de ocorrido a cirurgia
(COUTINHO, 2006).
4.1
Drenagem linfática manual associada ao ultra-som
A
drenagem linfática manual e a utilização do ultra-som de três (3) MHz na forma
pulsada mostraram-se eficazes no pós-operatório de lipoaspiração associada
(Camargo, 2012).
Camargo
(2012) relata que segundo um estudo que foi descritivo do tipo de relato em
série de casos, com abordagem quantitativa, realizado no Consultório Médico do
Dr. Leandro Luiz Toledo em Apucarana–Paraná. A amostra foi composta por cinco
(5) mulheres. Todas as participantes da pesquisa foram atendidas sob um
protocolo de tratamento que continha a realização da drenagem linfática manual,
e a utilização do aparelho de ultra-som de três (3) MHz no modo pulsado.
Segundo
Camargo (2012) foi obtido bons resultados, trazendo benefícios como a redução
de edemas, de hematomas, fibroses e melhor cicatrização e redução da dor,
podendo então ser adotado como um protocolo seguro de tratamento.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nota-se
neste trabalho que a atuação do esteticista proporciona uma grande importância
no pós-operatório, e o tratamento do paciente de imediato após a cirurgia de
lipoaspiração.
O
uso da Drenagem Linfática Manual e o Ultra-som em conjunto é um recurso eficaz,
pois esta associação é considerada pelo técnico em estética, como uma grande
aliada na recuperação do paciente no pós-cirúrgico de lipoaspiração, obtendo-se
diminuição considerável em complicações e também restabelecendo o sistema
linfático.
Fica
notória a importância do cirurgião plástico em parceria com o técnico em
estética através de suas manobras drenantes com o uso do ultra-som no
pós-operatório.
Através
deste trabalho à importância e a necessidade da atuação da esteticista nos
pós-operatório em cirurgias plástica, realizando um tratamento correto e
obtendo resultado na cirurgia satisfatório e ajudando a evitar maiores
complicações, ou até mesmo tratar futuras complicações que possam surgir.
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TUDO SOBRE O PAPEL DA DRENAGEM NA CIRURGIA PLÁSTICA
Drenagem linfática é fundamental para recuperação e bons resultados após lipoaspiração
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| É cada dia mais comum as mulheres passarem por processos cirúrgicos em nome da estética e beleza. É o caso da lipoaspiração – retirada de gordura localizada com a finalidade de modelar o corpo. Esse procedimento é hoje um dos mais procurados em clínicas e consultórios médicos. Após a operação, é natural surgirem dores, edemas, equimoses, entre outros desconfortos, que infelizmente costumam se manter por muito tempo. Com a ajuda da drenagem linfática, esses sintomas são minimizados em poucos dias, trazendo de volta o bem estar, sem dores pós-cirúrgicas. “A drenagem linfática é uma técnica de massagem realizada com as mãos para desintoxicar o organismo. Atua como uma faxina no organismo.”, explica Adriana Tavares, massoterapeuta e esteticista do salão Yes, em São Paulo. “O método ainda facilita a remoção do sangue e água acumulado nas regiões próximas à cirurgia, descongestiona os vasos e tecidos, reforça a capacidade de autodefesa do organismo, purifica o corpo e acelera o metabolismo”, completa. Técnicas Algumas técnicas de drenagem linfática foram introduzidas no Brasil e hoje são muito populares: Foldi (Alemanha), Leduc (Bélgica), Casley Smith (Austrália). No Yes, Adriana Tavares atua com o conceito de Leduc, um tipo de drenagem linfática que consiste em uma massagem mais profunda, capaz de atingir com maior eficácia todas as regiões agredidas na cirurgia. “Em casos de pós-operatório é a melhor técnica. Os resultados são mais rápidos”, pontua. Pré-operatório Para quem tem tempo de se programar, é altamente recomendável abrir um espaço na agenda semanas antes da cirurgia, para se submeter a sessões de drenagem. A drenagem linfática no período pré-operatório atua como um paliativo. “Previne possíveis efeitos pós-cirúrgicos, sem dúvida. E ainda ajuda a acelerar a recuperação da pele do paciente depois que passar pela cirurgia”, garante Adriana. Tempo e eficácia Antes da cirurgia são recomendáveis no mínimo cinco sessões. Em média são gastas de sete a oito sessões para que a mulher se sinta melhor e livre dos sintomas do pós-operatório. “As mulheres podem atingir até 100% de sucesso com a massagem, resultando no combate e prevenção de edemas, retrações cicatriciais, fibrose, lipoma e inchaços”, categoriza Adriana. “Os resultados são satisfatórios, e o melhor, diferente das outras técnicas, a recuperação é rápida”, encerra Adriana. Christiane Alves Fonte: http://revistapersonalite.com.br/ |
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Acompanhamento do Tratamento de Micropuntura em Estrias Atroficas
A Estria atrófica: caracteriza-se por uma atrofia, resultando em adelgaçamento, secura, formação de pregas, perda de elasticidade, aspecto de fibrose e rarefacção de pelos. Foi feito 5 sessões de micropuntura, já que estas são bastante antigas. Neste momento estão passando pela fase de cicatrização, onde já se nota uma melhora no tecido fibroso (alisamento do tecido) substituindo-o por células novas, restabelecendo a elasticidade, diminuição na espessura e o aspecto saudável da pele. Obs.: Fica difícil de observar por foto os resultados, já que a recuperação total leva aproximadamente 6 meses. A cliente ainda vai passar por uma nova avalição pois neste caso deve-se realizados mais 5 sessões e obter resultados satisfatórios..
Procedimento realizado por Liandra Esteticista
Procedimento realizado por Liandra Esteticista
MICROPIGMENTAÇÃO EM CICATRIZ
O procedimento foi feito em cicatrizes de diferentes tipos. Fotos tiradas logo após o procedimento.
Prodedimento relizado por Liandra Esteticista
Estrias
Tratamento das estrias
As estrias atróficas são lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais. É comum o surgimento durante a puberdade em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida e também na obesidade e na gravidez. Atinge os dois sexos porém é mais frequente no sexo feminino, sendo uma das principais queixas de estética entre as mulheres.
A ruptura das fibras forma lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de 1 a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdomem (gravidez), mamas e dorso do tronco (homens). Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada, com pele de aspecto deprimido. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa.
Estrias antigas na coxa

Fonte: www.dermatologia.net
Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Micropuntura
Foram feitos 5 sessões para atenuar a região nasolabial.
Procedimento realizado por Liandra Esteticista
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